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Mulher presa em João Pessoa é investigada por atuar no núcleo financeiro de organização suspeita de extorsão sexual virtual (Foto: Divulgação/Polícia Civil).
Por: Editorial | 21/05/2026 16:42
Uma mulher de 34 anos foi presa nesta quarta-feira, em João Pessoa, suspeita de integrar uma organização criminosa especializada em extorsão sexual praticada por meio da internet. A prisão ocorreu durante cumprimento de mandado de busca e apreensão no bairro Mandacaru.
A ação foi realizada pela Polícia Civil da Paraíba em conjunto com a Polícia Civil do Paraná e integra a operação “Love Hurts”, deflagrada para desarticular grupos envolvidos em crimes cibernéticos de manipulação emocional e chantagem sexual.
De acordo com as investigações, a suspeita exercia papel estratégico no esquema criminoso, sendo apontada como responsável pela movimentação financeira da organização. Segundo a polícia, ela recebia valores obtidos por meio das extorsões e realizava a redistribuição para outras contas bancárias utilizadas pelo grupo.
As apurações indicam que os criminosos utilizavam redes sociais para abordar as vítimas e estabelecer vínculos de confiança, muitas vezes simulando relacionamentos afetivos.
Após conquistar a confiança das pessoas abordadas, os investigados solicitavam o envio de imagens íntimas. Com o recebimento do material, passavam a ameaçar a divulgação pública das imagens caso as vítimas não realizassem pagamentos em dinheiro.
A prática criminosa, conhecida como sextorsão, tem registrado aumento em diferentes estados brasileiros e mobilizado operações conjuntas entre forças policiais especializadas em crimes digitais.
As autoridades não divulgaram a quantidade de vítimas envolvidas nem os valores movimentados pelo grupo, informações que seguem sob sigilo para não comprometer o andamento das investigações.
A Polícia Civil reforça a orientação para que vítimas desse tipo de crime procurem imediatamente as autoridades e evitem realizar qualquer transferência financeira diante de ameaças virtuais.
As investigações prosseguem para identificar outros integrantes da organização e ampliar o rastreamento das contas bancárias utilizadas na prática criminosa. Com informações: Portal Correio/ Polícia Civil
