|
Hoje é Sábado, 23 de Maio de 2026.
Homem foi preso após cartório identificar indícios de falsificação em documentos apresentados para ingresso em faculdade de medicina no Paraguai (Foto: Divulgação/Polícia Civil de Mato Grosso do Sul).
Por: Editorial | 23/05/2026 10:05
Uma tentativa de ingressar no curso de medicina no Paraguai terminou em prisão nesta sexta-feira (22), em Ponta Porã, após a apresentação de documentos supostamente falsificados em um cartório da cidade.
A ocorrência foi registrada depois que funcionários de um cartório localizado na Avenida Brasil desconfiaram da autenticidade da documentação apresentada por um homem que buscava realizar o apostilamento de um certificado de conclusão escolar e de um histórico acadêmico.
Os documentos seriam utilizados para viabilizar o ingresso do suspeito em uma faculdade de medicina no país vizinho.
Durante a conferência do material, os atendentes identificaram divergências nos nomes informados e inconsistências nos selos oficiais inseridos nos papéis. Diante das suspeitas, a Polícia Civil foi acionada para averiguação imediata.
Uma equipe da 1ª Delegacia de Polícia Civil realizou diligências e iniciou consultas junto ao Tribunal de Justiça de Goiás e à instituição de ensino mencionada na documentação.
As verificações apontaram que o selo eletrônico utilizado estava vinculado a outra pessoa e não possuía qualquer relação com o nome apresentado pelo investigado.
Além disso, a escola citada informou que não havia registro acadêmico do suspeito em seus arquivos.
A instituição também esclareceu que nunca ofertou ensino na modalidade Educação de Jovens e Adultos, conforme constava no documento apresentado, e destacou que funciona exclusivamente em período integral desde o ano de 2017.
As investigações ainda identificaram fortes indícios de falsificação nos selos atribuídos ao cartório e à Secretaria de Educação do Estado de Goiás, reforçando a suspeita de fraude documental.
Diante das evidências reunidas, o homem recebeu voz de prisão em flagrante pelo crime de falsificação de documentos públicos.
Ele foi encaminhado para a unidade policial, onde permanece à disposição da Justiça para os procedimentos legais cabíveis.
O caso seguirá sob investigação da Polícia Civil, que apura a origem da documentação fraudulenta e busca identificar se outras pessoas podem estar envolvidas na produção ou utilização do material falsificado. Com informações: PCMS
