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Temporal com granizo provocou perdas severas em lavouras de Deodápolis e Fátima do Sul; equipes técnicas avaliam extensão dos danos (Foto: Reprodução/Semadesc).
Por: Editorial | 25/05/2026 15:03
As fortes chuvas acompanhadas de granizo registradas no último fim de semana provocaram perdas totais em lavouras de propriedades rurais localizadas nos municípios de Deodápolis e Fátima do Sul, especialmente no distrito de Culturama.
Os prejuízos foram considerados pontuais, mas severos, devido à intensidade da precipitação e ao tamanho das pedras de gelo, que atingiram diretamente áreas de cultivo e comprometeram completamente parte da produção agrícola.
A dimensão exata dos danos ainda será analisada por equipes técnicas do projeto Siga-MS, vinculado à Aprosoja-MS, que fará o levantamento detalhado nas áreas atingidas.
O cenário climático em Mato Grosso do Sul tem sido marcado por instabilidade ao longo deste mês. O estado enfrentou duas ondas de frio em maio. A primeira ocorreu entre os dias 8 e 11, influenciada pela formação de um ciclone extratropical. Já a segunda foi registrada entre os dias 15 e 17, impulsionada por uma massa de ar polar.
Durante esse período, municípios como Rio Brilhante, Maracaju, Amambai e Iguatemi registraram geadas de intensidade fraca a moderada, com temperaturas variando entre 1°C e 3°C.
Apesar das baixas temperaturas, especialistas apontam que, de forma geral, o frio não causou impactos expressivos à cultura do milho nessas regiões, já que os danos por geada costumam ser mais severos quando ocorrem durante a fase reprodutiva da planta.
De acordo com técnicos do setor agrícola, temperaturas amenas costumam beneficiar o desenvolvimento do milho, principalmente quando há boa amplitude térmica entre dias quentes e noites frias. No entanto, índices inferiores a 3°C podem causar prejuízos, dependendo do estágio de desenvolvimento da lavoura.
Especialistas alertam que a principal ameaça à produtividade neste ciclo agrícola não está relacionada ao frio, mas à estiagem registrada em março, que reduziu significativamente o percentual de lavouras classificadas em boas condições.
Atualmente, cerca de 71% das áreas cultivadas no estado estão em boas condições, enquanto 18% apresentam situação regular e 11% são consideradas ruins.
Para reduzir impactos causados por variações climáticas, a orientação técnica é que produtores invistam em planejamento antecipado, escolha estratégica de cultivares e escalonamento da semeadura.
Além disso, especialistas recomendam monitoramento constante do mercado, especialmente diante da tendência de oscilação nos preços à medida que se aproxima o período de colheita.
O acompanhamento fitossanitário e o controle preventivo de pragas e doenças também seguem como medidas fundamentais para preservar o potencial produtivo das lavouras sul-mato-grossenses. Com informações: Fátima Informa
