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Cena de crime em Mato Grosso do Sul ilustra dados do Atlas da Violência, que apontam redução nos homicídios infantis, mas mantêm alerta para adolescentes vítimas da violência letal (Foto: Arquivo/Campo Grande News)
Por: Editorial | 26/05/2026 13:11
Embora Mato Grosso do Sul tenha registrado queda nos homicídios de crianças e adolescentes ao longo da última década, a violência letal ainda preocupa autoridades, especialmente entre jovens de 15 a 19 anos. Os dados fazem parte do Atlas da Violência 2026, divulgado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada em parceria com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública.
O estudo aponta que, entre 2014 e 2024, o Estado contabilizou 652 homicídios na faixa etária de 15 a 19 anos. Em 2014, foram registrados 109 casos, enquanto em 2024 o número caiu para 35, representando redução de 67,9%. Apesar da retração, adolescentes continuam sendo as principais vítimas da violência letal, com predominância do uso de armas de fogo.
A pesquisa acompanha uma tendência nacional que mostra a concentração de homicídios juvenis em contextos urbanos marcados pela circulação de armamentos e conflitos ligados à criminalidade.
Entre crianças de 0 a 4 anos, Mato Grosso do Sul registrou 40 homicídios no período analisado. O número caiu de oito casos, em 2014, para dois em 2024, representando redução de 75%. Já na faixa de 5 a 14 anos, foram 70 homicídios em dez anos, com queda de 78,9% no comparativo entre o início e o fim da série histórica.
Apesar da melhora nos indicadores, casos recentes reforçam a gravidade do problema. Um dos episódios que marcaram o Estado foi o assassinato dos adolescentes Aysla Carolina de Oliveira Neitzke e Silas Ortiz Grizahay, ambos de 13 anos, mortos em 2024 em Campo Grande. Outro caso de grande repercussão foi a morte da bebê Sophie, de 10 meses, assassinada junto com a mãe em 2025.
O levantamento ressalta que o perfil da violência varia conforme a idade. Enquanto entre adolescentes predominam homicídios por arma de fogo, entre crianças pequenas há maior incidência de agressões em ambiente doméstico, muitas vezes associadas a maus-tratos e negligência.
Especialistas defendem atuação integrada entre saúde, educação, assistência social, segurança pública e sistema de justiça para identificar precocemente situações de risco e fortalecer a proteção de crianças e adolescentes. Com informações: Campo Grande News
