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Delegado afirma que réus criaram “farsa ensaiada” para ocultar morte de Henry Borel durante julgamento no Rio


Investigação aponta inconsistências em versões de Dr. Jairinho e Monique Medeiros; júri segue com depoimentos no segundo dia de audiência.
Julgamento do caso Henry Borel no Rio de Janeiro reúne depoimentos sobre suposta “farsa ensaiada” na versão apresentada pelos réus (Foto: Reprodução/redes sociais) Por: Editorial | 26/05/2026 15:00

O delegado Edson Henrique Damasceno, responsável pela investigação inicial da morte de Henry Borel, afirmou durante julgamento nesta terça-feira (26) que os réus teriam construído uma “farsa ensaiada” para tentar ocultar as circunstâncias do crime.

O caso é julgado no II Tribunal do Júri do Rio de Janeiro e envolve os acusados Jairo Souza Santos Júnior (Dr. Jairinho) e Monique Medeiros, que respondem por homicídio triplamente qualificado, tortura, coação no curso do processo e fraude processual.

Durante o depoimento, o delegado declarou que as versões apresentadas pelo casal eram inconsistentes e incompatíveis com as lesões encontradas no corpo da criança, descartando a hipótese de acidente doméstico inicialmente levantada pelos investigados.

Segundo a investigação, contradições foram identificadas nos depoimentos, incluindo divergências sobre o momento em que Monique teria retornado ao apartamento após ser alertada por uma babá. A análise de mensagens e provas digitais teria indicado que a versão apresentada não correspondia aos registros obtidos.

O delegado também afirmou que houve tentativa de interferência no processo de perícia, incluindo esforços para que o óbito fosse atestado sem encaminhamento ao Instituto Médico Legal (IML), o que foi recusado. No IML, laudos identificaram múltiplas lesões incompatíveis com a narrativa de acidente.

Ainda durante o julgamento, foram relatadas suspeitas de tentativa de influência sobre testemunhas e inconsistências em depoimentos iniciais, além de apontamentos de que a mãe da criança teria conhecimento de episódios anteriores de agressão.

O júri segue em andamento e deve se estender por vários dias, com novos depoimentos previstos ao longo da semana. Com informações: Metrópoles




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