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Polícia Civil investiga suspeita de maus-tratos após bebê de sete meses dar entrada em hospital com lesões graves em Nova Andradina (Foto: Arquivo/Polícia Civil)
Por: Editorial | 27/05/2026 07:32
Uma mulher de 31 anos foi presa nesta segunda-feira (26) em Nova Andradina, suspeita de agredir violentamente a própria filha, uma bebê de apenas sete meses de idade. A criança deu entrada no Hospital Regional com diversos hematomas pelo corpo, além de lesões consideradas graves, o que mobilizou equipes da Polícia Civil e do Conselho Tutelar.
A prisão foi realizada em uma ação conjunta entre a Seção de Investigações Gerais (SIG) e o 1º Distrito Policial do município, após a unidade hospitalar comunicar o caso às autoridades.
Segundo as informações apuradas pela investigação, exames médicos identificaram uma costela fraturada e lesão no crânio da bebê. Diante da gravidade do quadro clínico, a criança precisou ser transferida em estado grave para outra unidade hospitalar especializada.
Durante as diligências, os policiais também descobriram que a menina já havia passado por atendimento médico há cerca de 30 dias em outro município. Na ocasião, os exames apontaram pneumotórax, pequenas lacerações no fígado e lesões nos olhos.
Na primeira versão apresentada às autoridades, a mãe afirmou que a filha teria se machucado enquanto brincava com o irmão de três anos, momento em que um martelo teria caído sobre o corpo da criança.
Já em relação ao novo episódio registrado nesta semana, a investigada alegou que os hematomas seriam consequência de uma reação alérgica ou medicamentosa associada a um episódio de vômito.
Entretanto, conforme a Polícia Civil, as explicações apresentadas não foram compatíveis com os laudos médicos e os ferimentos constatados pelos profissionais de saúde. Diante dos indícios, a mulher recebeu voz de prisão em flagrante pelo crime de maus-tratos qualificado com resultado de lesão corporal grave, cuja pena pode chegar a sete anos de reclusão.
Além da prisão, a polícia também solicitou a conversão da detenção em prisão preventiva, medida que será analisada pelo Poder Judiciário.
O outro filho da investigada, uma criança de três anos, foi retirado provisoriamente do ambiente familiar por determinação administrativa do Conselho Tutelar, devido ao risco à integridade física do menor.
A Polícia Civil informou que as investigações continuam para apurar se outras pessoas podem ter participado ou contribuído para os episódios de violência. Com informações: PCMS
