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Fecomércio alerta para impactos do fim da escala 6x1 e aponta desafios para empresas em MS


Entidade avalia que mudança na jornada de trabalho exigirá adaptação operacional e pode elevar custos, especialmente para pequenos negócios.
Movimento no comércio em área central de Campo Grande evidencia possíveis impactos de mudanças na jornada de trabalho (Foto: Arquivo/Ilustrativa) Por: Editorial | 28/05/2026 15:28

A aprovação da proposta que altera a jornada de trabalho no país, com o fim da escala 6x1 e a redução gradual da carga semanal, acendeu um alerta entre representantes do setor produtivo em Mato Grosso do Sul. A Fecomércio MS avalia que a mudança representa um desafio relevante para empresas de diferentes portes, sobretudo micro e pequenos empreendimentos.

Em manifestação pública, a entidade afirmou que a transição para uma jornada reduzida, mesmo com período de adaptação previsto, tende a exigir reorganização interna das empresas. Isso inclui ajustes em escalas de trabalho, definição de folgas, reestruturação de turnos e mudanças na logística de operação, o que pode demandar planejamento mais complexo e, em alguns casos, novos investimentos.

O principal ponto de preocupação está concentrado nos pequenos negócios, especialmente microempreendedores individuais e empresas com equipes reduzidas. Segundo a Fecomércio MS, nesses casos, a exigência de duas folgas semanais pode afetar diretamente a continuidade das atividades, aumentando a necessidade de contratação de pessoal adicional para manter o funcionamento regular.

A entidade também aponta que a medida pode gerar impacto financeiro relevante. A estimativa apresentada é de que os custos operacionais possam crescer entre 6,8% e 10%, variando conforme o porte e o segmento da empresa. Em negócios menores, esse aumento pode ser ainda mais expressivo devido à limitação de estrutura para absorver a nova jornada.

Apesar das preocupações, a Fecomércio MS destaca que o texto aprovado prevê possibilidade de flexibilização por meio de acordos coletivos e legislação complementar. Setores considerados essenciais ou que já operam com escalas específicas, como saúde, segurança, transporte e limpeza urbana, poderão adotar modelos diferenciados de organização do trabalho, desde que respeitem os limites estabelecidos.

A entidade informou ainda que seguirá acompanhando a tramitação da proposta no Congresso Nacional e participando das discussões com representantes do setor produtivo, com o objetivo de buscar equilíbrio entre a proteção dos trabalhadores e a viabilidade econômica das empresas.

A proposta de emenda constitucional que trata do tema foi aprovada em primeiro turno na Câmara dos Deputados, com ampla maioria de votos favoráveis. O texto ainda precisa passar por nova votação na Casa antes de seguir para análise no Senado Federal. Com informações: Mídiamax

 

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