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Dólar encerrou o dia em queda enquanto o Ibovespa registrou recuo influenciado pelas ações da Petrobras. (Foto: Valter Campanato/Agência Brasil/Arquivo)
Por: Editorial | 29/05/2026 07:30
O mercado financeiro brasileiro encerrou a quinta-feira (28) sob influência de fatores internacionais que impactaram diretamente o câmbio e os investimentos. O dólar comercial fechou em queda diante do real, refletindo a redução das tensões geopolíticas no Oriente Médio e a divulgação de indicadores econômicos nos Estados Unidos.
A moeda norte-americana terminou o dia cotada a R$ 5,032, com desvalorização de 0,57%. Durante a sessão, o dólar chegou a atingir a mínima de R$ 5,02, acompanhando o movimento global de menor procura por ativos considerados mais seguros.
O cenário internacional ganhou destaque após informações sobre avanços diplomáticos entre Estados Unidos e Irã em busca de ampliação do cessar-fogo no Oriente Médio e retomada de negociações relacionadas ao programa nuclear iraniano. O ambiente mais estável favoreceu moedas de países emergentes, incluindo o real.
Outro fator acompanhado pelos investidores foi a divulgação do índice PCE nos Estados Unidos, considerado um dos principais indicadores de inflação observados pelo Federal Reserve. O resultado ficou ligeiramente abaixo das projeções do mercado, aumentando a expectativa de maior controle inflacionário na maior economia do mundo.
Apesar do desempenho positivo no câmbio, a bolsa brasileira encerrou o pregão em baixa. O índice Ibovespa fechou aos 175.063 pontos, com recuo de 0,39%, influenciado principalmente pela queda das ações da Petrobras e pela cautela dos investidores em relação aos juros no Brasil.
Os papéis da estatal acompanharam a oscilação do petróleo no mercado internacional. As ações preferenciais registraram queda de 0,72%, enquanto os papéis ordinários recuaram 1,16%, mesmo após o anúncio de reajuste nos preços da gasolina nas refinarias.
No setor de commodities, o petróleo apresentou volatilidade ao longo do dia. O barril do tipo Brent encerrou cotado a US$ 92,70, com alta de 0,49%. Já o WTI, referência no mercado dos Estados Unidos, avançou 0,25%, fechando a US$ 88,90 o barril.
Investidores também permaneceram atentos às perspectivas para a taxa Selic e aos indicadores econômicos brasileiros. Mesmo com sinais de desaceleração da atividade econômica, a inflação ainda elevada segue gerando dúvidas sobre o ritmo de possíveis cortes nos juros pelo Banco Central. Com informações: Agência Brasil
