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Delegacia de Homicídios concluiu investigação sobre morte de homem esfaqueado em apartamento de Maringá (Foto: Reprodução)
Por: Editorial | 29/05/2026 09:41
A Delegacia de Homicídios de Maringá concluiu o inquérito que investiga a morte de Nelson de Souza Pedro, de 48 anos, assassinado a facadas dentro de um apartamento na Zona 7 da cidade. O principal suspeito é o advogado criminalista Rodrigo Gawlinski, de 32 anos, que atuava na defesa da vítima em um processo judicial.
A conclusão das investigações foi confirmada pelo delegado Adriano Garcia. Segundo a Polícia Civil, o advogado foi indiciado por homicídio qualificado e teve a prisão preventiva decretada pela Justiça.
De acordo com o delegado, o inquérito reuniu imagens de videomonitoramento e laudos periciais produzidos durante as investigações. O laudo de necropsia apontou múltiplos ferimentos provocados por faca, incluindo lesões compatíveis com tentativa de autodefesa da vítima.
O crime aconteceu na noite de 19 de maio, em um apartamento localizado na Rua Tietê, na Zona 7 de Maringá.
Conforme o boletim da Polícia Militar, equipes foram acionadas após denúncias de um esfaqueamento no imóvel. Ao chegarem ao local, os policiais conversaram inicialmente com a filha da vítima, que apontou Rodrigo Gawlinski como autor do ataque.
Segundo o registro policial, o advogado foi encontrado sobre Nelson de Souza Pedro, que ainda apresentava sinais vitais naquele momento.
A PM informou ainda que o suspeito teria resistido à abordagem, entrando em luta corporal com os policiais. Por causa do comportamento agressivo, foi necessário o uso de algemas para contê-lo.
Duas mulheres que estavam no apartamento relataram ter ouvido gritos, discussões e sons de agressão física antes do crime. Uma das testemunhas afirmou que tentou interromper o ataque utilizando uma panela para afastar o agressor.
As investigações também apontaram que advogado e cliente mantinham contato frequente desde abril, período em que Rodrigo atuava na defesa de Nelson em um processo relacionado à violência doméstica.
Testemunhas ainda relataram possível consumo de drogas durante encontros entre os envolvidos, porém a Polícia Militar informou que não há confirmação pericial sobre o uso das substâncias.
Após ser contido pelos policiais, o suspeito apresentou um quadro convulsivo e recebeu atendimento do Samu e do Corpo de Bombeiros. Segundo a Polícia Civil, ele permanece hospitalizado em estado grave. Com informações: O Bem Dito.
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