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Imagem-1-junho (Fonte: Notícias Agrícolas)
Por: Editorial | 29/05/2026 16:15
O Instituto Nacional de Meteorologia divulgou a projeção agroclimática para o mês de junho, indicando predominância de temperaturas acima da média em grande parte do território brasileiro. O cenário climático deve gerar impactos diferentes na produção agrícola, variando entre risco de déficit hídrico em algumas regiões e excesso de umidade em outras áreas produtoras.
Na Região Sul, o destaque é a atenção voltada às lavouras de milho no Paraná, sobretudo nas áreas do norte do estado, onde o ciclo da cultura coincide com um período mais sensível às variações climáticas. Apesar das preocupações com chuva e calor acima do padrão, o relatório também aponta condições favoráveis para culturas de inverno, como trigo e aveia. No Rio Grande do Sul, o aumento das precipitações pode elevar a umidade do solo, mas dificultar operações agrícolas em áreas de arroz irrigado.
No Sudeste, o aumento das temperaturas tende a intensificar a perda de água do solo, elevando o risco de estresse hídrico, principalmente nas fases finais do milho segunda safra. O Inmet também destaca possíveis efeitos sobre a citricultura, com redução no crescimento dos frutos, enquanto hortaliças podem apresentar desenvolvimento mais acelerado.
No Centro-Oeste, a previsão indica redução das chuvas e elevação das temperaturas, o que deve contribuir para queda da umidade do solo. O cenário preocupa produtores de milho segunda safra em estados como Mato Grosso, Goiás e Mato Grosso do Sul, além de indicar tendência de redução no vigor das pastagens utilizadas na pecuária.
No Nordeste, o prognóstico aponta chuvas dentro ou acima da média, o que pode favorecer culturas como milho e feijão em diferentes áreas produtivas. Já no Matopiba, o calor mais intenso aumenta a demanda hídrica das lavouras, elevando o risco para culturas em fase de enchimento de grãos, além de impactar o desenvolvimento de pastagens.
Na Região Norte, a previsão de chuvas próximas ou acima da média mantém boas condições de umidade do solo em parte das áreas agrícolas, favorecendo lavouras de milho segunda safra. Entretanto, o excesso de umidade pode dificultar a colheita e aumentar a incidência de doenças em algumas regiões, enquanto áreas com menor volume de chuva podem enfrentar estresse em cultivos recém-implantados. Com informações: Notícias agricolas
