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Ocorrência foi registrada na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário após desentendimento entre servidora e responsável por aluno em escola de Dourados. (Foto: Clara Medeiros/Dourados News/Arquivo)
Por: Editorial | 30/05/2026 07:13
Um desentendimento ocorrido em uma escola da região do Jardim Central, em Dourados, resultou no registro de uma ocorrência policial envolvendo uma servidora pública estadual e o pai de um estudante. O caso foi formalizado na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac) após a funcionária relatar ter sido alvo de comportamento ofensivo durante o exercício de suas funções.
De acordo com as informações registradas, a situação teve início quando o homem retornou à unidade escolar para questionar o encaminhamento de um atestado médico que, segundo ele, não teria chegado à coordenação do período noturno. A alegação era de que a ausência do documento teria impedido o aluno de participar de uma avaliação.
Conforme o relato da servidora, ela iniciou uma apuração interna para identificar o destino do atestado e verificar com qual setor ou profissional o documento havia sido entregue. Durante a tentativa de esclarecimento, o responsável pelo estudante teria demonstrado insatisfação com as explicações recebidas, elevando o tom da conversa e dirigindo críticas aos procedimentos adotados pela escola.
Ainda segundo a funcionária, ela procurou explicar a necessidade de localizar o responsável pelo recebimento do documento para compreender o ocorrido. No entanto, o homem teria afirmado estar sendo desrespeitado e insistido que deveria receber atendimento imediato em razão de sua condição de cidadão e usuário do serviço público.
Diante do clima de tensão, a servidora solicitou que uma coordenadora da unidade assumisse o atendimento. A gestora deu continuidade à conversa e realizou os mesmos questionamentos apresentados anteriormente. Conforme o registro, o diálogo passou a ocorrer de maneira mais tranquila a partir desse momento.
A ocorrência também aponta que o responsável pelo aluno teria manifestado a intenção de buscar medidas judiciais contra a funcionária. Segundo o relato, a coordenadora informou que ele possuía o direito de adotar as providências que considerasse necessárias, destacando, entretanto, que os presentes não haviam identificado qualquer conduta desrespeitosa por parte da servidora.
Após o episódio, a funcionária informou ter sofrido forte abalo emocional, relatando episódios de choro e nervosismo. Por não se sentir emocionalmente preparada para registrar os fatos imediatamente, ela optou por procurar a delegacia em momento posterior para formalizar a denúncia.
O caso foi registrado pelas autoridades e deverá seguir os procedimentos legais cabíveis para apuração dos fatos. Com informações: Dourados News
