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Conta de energia seguirá mais cara em junho com manutenção da bandeira amarela


Período de estiagem reduz a geração hidrelétrica e mantém cobrança adicional para consumidores em todo o país.
Bandeira amarela será mantida em junho e continuará gerando cobrança adicional nas contas de energia dos consumidores brasileiros. (Foto: Ricardo Stuckert/PR) Por: Editorial | 30/05/2026 07:39

Os brasileiros continuarão pagando mais pela energia elétrica no mês de junho. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) confirmou a manutenção da bandeira tarifária amarela, preservando o custo extra nas contas de luz dos consumidores atendidos pelo Sistema Interligado Nacional (SIN).

Com a decisão, permanece o acréscimo de R$ 1,88 a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos. Segundo a agência reguladora, a medida é consequência da redução do volume de chuvas em diversas regiões do país, cenário que diminui a capacidade de geração das usinas hidrelétricas e exige maior utilização das termelétricas, cuja produção possui custo mais elevado.

De acordo com a Aneel, entre janeiro e abril deste ano o país permaneceu sob bandeira verde, período marcado por condições favoráveis para a geração de energia. No entanto, a chegada da estação seca alterou o panorama energético nacional, levando ao acionamento da bandeira amarela em maio e à sua continuidade em junho.

Criado em 2015, o sistema de bandeiras tarifárias tem como objetivo informar os consumidores sobre os custos reais da produção de energia elétrica no país. O mecanismo funciona como um indicador mensal das condições de geração e do impacto financeiro necessário para manter o abastecimento do sistema.

Todos os meses, o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) avalia a situação dos reservatórios, a demanda energética e os custos de produção para definir a estratégia mais adequada de geração. Com base nessa análise, são estabelecidas as bandeiras que serão aplicadas às contas de energia.

Na bandeira verde não há cobrança adicional ao consumidor. Já na bandeira amarela, utilizada em momentos de condições menos favoráveis de geração, é aplicado o acréscimo de R$ 1,88 para cada 100 kWh consumidos.

Quando o sistema exige custos ainda maiores, entra em vigor a bandeira vermelha. No Patamar 1, o adicional é de R$ 4,46 para cada 100 kWh consumidos. Já no Patamar 2, considerado o cenário mais oneroso, o valor extra sobe para R$ 7,87 a cada 100 kWh.

A manutenção da bandeira amarela sinaliza que o sistema elétrico brasileiro segue operando sob atenção em razão das condições climáticas, reforçando a importância do consumo consciente de energia para evitar impactos ainda maiores nos custos de geração. Com informações: Dourados News




Diário do Interior MS
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