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EUA propõem nova sobretaxa contra produtos brasileiros e ampliam pressão comercial


Após sugerir tarifa de 25% sobre importações do Brasil, governo americano avalia nova cobrança de 12,5% por supostas falhas no combate ao trabalho forçado.
Estados Unidos avaliam nova sobretaxa sobre produtos brasileiros em meio ao aumento das tensões comerciais entre Washington e Brasília. (Foto: Reprodução/Redes Sociais) Por: Editorial | 03/06/2026 14:02

Os Estados Unidos ampliaram a pressão comercial sobre o Brasil ao anunciar uma nova proposta de sobretaxa sobre produtos brasileiros. A medida foi divulgada pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) nesta terça-feira (2) e prevê a aplicação de tarifas adicionais a países que, na avaliação do governo americano, não adotam mecanismos eficazes para impedir a importação de mercadorias produzidas com trabalho forçado.

A iniciativa surge apenas um dia após o governo dos Estados Unidos propor uma tarifa de 25% sobre todas as importações brasileiras. Agora, o Brasil aparece em uma lista de 54 economias que poderão ser alvo de uma nova sobretaxa de até 12,5%.

Segundo o relatório do USTR, os países investigados apresentam deficiências na criação de mecanismos legais e na fiscalização de produtos associados ao trabalho forçado. Na avaliação americana, essas falhas permitiriam a entrada dessas mercadorias nos mercados nacionais, criando condições consideradas desleais para trabalhadores e empresas dos Estados Unidos.

O documento afirma que o Brasil possui compromissos internacionais relacionados ao combate ao trabalho forçado, mas considera que as medidas adotadas ainda não seriam suficientes para impedir de forma efetiva a importação desses produtos.

A proposta estabelece dois níveis de sobretaxas. Países que possuem mecanismos de restrição, mas enfrentam dificuldades de fiscalização, poderão receber uma tarifa adicional de 10%. Já as nações consideradas sem sistemas eficazes de controle e proibição estariam sujeitas a uma sobretaxa de 12,5%.

Além do Brasil, a lista inclui países como China, Argentina, Japão, Reino Unido, Rússia, Índia, Austrália, Chile, Colômbia, Coreia do Sul, Israel, Suíça e África do Sul.

O representante comercial dos Estados Unidos, Jamieson Greer, afirmou que a falta de medidas mais rigorosas contra o trabalho forçado prejudica os trabalhadores americanos e favorece práticas consideradas desleais no comércio internacional. Segundo ele, todos os países investigados precisam avançar na fiscalização e no bloqueio dessas mercadorias.

A proposta ainda não está em vigor. Antes de uma decisão definitiva, o governo americano abrirá um período de consulta pública, com audiências previstas para o dia 7 de julho. Somente após essa etapa será decidido se as recomendações serão transformadas em tarifas efetivas.

Caso as medidas avancem, as exportações brasileiras poderão enfrentar novas dificuldades de acesso ao mercado norte-americano, ampliando as tensões comerciais entre os dois países. Com informações: Bacci Noticia.

 

 

 

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