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Safrinha avança com força e mais de 70% das lavouras de milho apresentam bom desenvolvimento em MS


Levantamento aponta predominância de áreas em boas condições, apesar de impactos localizados provocados por eventos climáticos e desafios fitossanitários.
Lavouras de milho apresentam desenvolvimento satisfatório em grande parte das regiões produtoras de Mato Grosso do Sul (Foto: Divulgação/Aprosoja-MS) Por: Editorial | 03/06/2026 15:25

A segunda safra de milho 2025/2026 segue com perspectivas favoráveis em Mato Grosso do Sul. Levantamento realizado pelo Projeto SIGA-MS, desenvolvido pela Aprosoja/MS, indica que 70,6% das lavouras do Estado apresentam boas condições de desenvolvimento, reforçando a expectativa de uma produção expressiva para o ciclo agrícola.

Os dados apontam ainda que 18,4% das áreas cultivadas estão em condição regular, enquanto 11% foram classificadas como ruins. A estimativa atual prevê o cultivo de aproximadamente 2,206 milhões de hectares, com produtividade média de 84,2 sacas por hectare e produção total estimada em 11,139 milhões de toneladas.

De acordo com a avaliação técnica, o desempenho das lavouras varia conforme as condições climáticas registradas em cada região e o período em que o plantio foi realizado. As áreas localizadas nas regiões norte, nordeste e oeste do Estado apresentam os melhores resultados até o momento.

Já nas regiões centro, sul e sul-fronteira, parte das lavouras enfrenta maiores desafios devido à irregularidade das chuvas, além da preocupação com possíveis períodos de estiagem e ocorrência de geadas durante o desenvolvimento da cultura.

O plantio da safrinha teve início na segunda quinzena de janeiro e foi concluído no final de abril. A maior parte da área cultivada foi semeada entre fevereiro e março, período considerado estratégico para alcançar melhores índices produtivos.

As equipes técnicas também acompanham os impactos causados por fenômenos climáticos registrados durante o mês de maio. Municípios como Dourados, Deodápolis, Fátima do Sul, Ivinhema e Juti registraram episódios de granizo que atingiram cerca de 2,1 mil hectares cultivados. Apesar disso, os danos foram considerados pontuais e seguem em monitoramento.

Além das questões climáticas, produtores mantêm atenção constante ao controle de pragas e doenças que podem comprometer a produtividade. Entre os principais desafios observados estão a cigarrinha-do-milho, lagarta-do-cartucho, pulgões, percevejos e doenças foliares que exigem manejo adequado ao longo do ciclo produtivo.

Outro dado destacado pelo levantamento é a redução proporcional da área ocupada pelo milho em relação à soja. Atualmente, a cultura representa cerca de 46% da área anteriormente destinada à oleaginosa, índice inferior ao registrado em anos anteriores. A mudança está relacionada às limitações impostas pelo calendário agrícola e à adoção de culturas alternativas em regiões consideradas de maior risco climático.

Mesmo diante desses desafios, o cenário predominante continua positivo, sustentando a expectativa de uma das maiores produções de milho dos últimos anos em Mato Grosso do Sul. Com informações:Aprosoja MS

 

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