|
Hoje é Sexta-feira, 05 de Junho de 2026.
Estudo internacional identificou proteínas no sangue capazes de indicar risco elevado para câncer de pulmão anos antes do diagnóstico clínico. (Foto: Reprodução/Metrópoles)
Por: Editorial | 05/06/2026 15:44
Uma descoberta científica pode representar um avanço significativo na prevenção e no diagnóstico precoce do câncer de pulmão. Pesquisadores identificaram um grupo de 14 proteínas presentes no sangue que pode indicar, com anos de antecedência, o risco de desenvolvimento da doença, inclusive em pessoas que nunca fumaram.
O estudo, divulgado nesta quinta-feira (5) na revista científica Cell, foi conduzido por uma equipe internacional com apoio de instituições britânicas especializadas em pesquisa biomédica. A investigação utilizou técnicas de inteligência artificial e aprendizado de máquina para analisar dados sanguíneos de mais de 48 mil participantes, buscando identificar padrões biológicos associados ao surgimento do câncer de pulmão.
Os cientistas conseguiram detectar uma assinatura inflamatória específica composta por 14 proteínas que demonstrou capacidade de antecipar um possível diagnóstico em até cinco anos antes do aparecimento da doença. A descoberta amplia as possibilidades de rastreamento, já que os métodos atuais costumam priorizar pessoas acima de 50 anos com histórico de tabagismo.
De acordo com os pesquisadores, a assinatura proteica foi validada em diferentes bancos de dados internacionais e apresentou resultados consistentes em populações distintas, incluindo indivíduos sem histórico de exposição ao cigarro. Esse fator reforça o potencial da tecnologia como ferramenta complementar para identificar pessoas com maior risco de desenvolver a enfermidade.
A análise também revelou que o processo está relacionado a um estado de inflamação pulmonar persistente, identificado antes mesmo do surgimento de tumores. Os cientistas observaram que esse ambiente inflamatório pode favorecer alterações celulares que, ao longo do tempo, aumentam a probabilidade de desenvolvimento do câncer.
Outro ponto relevante do estudo envolve a relação entre a poluição atmosférica e o risco da doença. Os pesquisadores identificaram que partículas poluentes podem estimular respostas inflamatórias capazes de ativar células previamente alteradas, contribuindo para o início do processo cancerígeno.
Experimentos realizados em modelos laboratoriais demonstraram que o bloqueio de determinadas moléculas inflamatórias reduziu a formação inicial de células associadas ao câncer, resultado que abre caminho para futuras estratégias preventivas.
Além do câncer de pulmão, a mesma assinatura inflamatória foi observada em pessoas que posteriormente desenvolveram outras doenças respiratórias graves, como fibrose pulmonar idiopática e doença pulmonar obstrutiva crônica, indicando uma possível ligação entre diferentes enfermidades pulmonares relacionadas ao envelhecimento.
Os autores destacam que a pesquisa representa uma importante prova de conceito e pode contribuir para o desenvolvimento de exames capazes de identificar indivíduos em risco antes do surgimento dos sintomas, permitindo intervenções mais precoces e aumentando as chances de prevenção e tratamento eficaz. Com informações: Metrópoles
Divulgue sua marca conosco!
Sua empresa quer mais visibilidade e alcance de público? Entre em contato e anuncie conosco.
WhatsApp: (67) 2102-1069
Leve sua marca mais longe e conquiste novos clientes!

