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Carne produzida no Brasil poderá deixar de ser exportada para países da União Europeia a partir de setembro, após mudança nas regras sanitárias do bloco. (Foto: David Foodphototasty/Unsplash)
Por: Editorial | 06/06/2026 10:27
Uma decisão oficial da União Europeia promete gerar impactos significativos para o setor agropecuário brasileiro. O bloco econômico publicou um regulamento que exclui o Brasil da relação de países considerados aptos a atender às exigências europeias sobre o controle do uso de antimicrobianos na produção animal, medida que poderá interromper as exportações de carne para os países membros a partir de 3 de setembro deste ano.
Com a atualização da lista, o Brasil deixa de ter autorização para comercializar carne bovina, carne de frango, carne equina, além de outros produtos de origem animal, como mel, pescado e tripas destinadas ao mercado europeu. A decisão foi formalizada após avaliação da Comissão Europeia, que apontou a ausência de informações consideradas necessárias para comprovar a conformidade do sistema brasileiro com as normas sanitárias adotadas pelo bloco.
As exigências estão relacionadas ao controle do uso de substâncias antimicrobianas na pecuária. Nos últimos anos, a União Europeia ampliou as restrições ao emprego desses produtos, especialmente quando utilizados para estimular o crescimento dos animais. O objetivo é reduzir riscos associados à resistência antimicrobiana e reforçar a segurança alimentar.
Apesar da medida, autoridades europeias informaram que o Brasil poderá voltar a integrar a lista de países autorizados caso apresente as garantias técnicas exigidas e demonstre adequação aos critérios estabelecidos pela legislação comunitária.
O governo brasileiro e entidades representativas do setor agropecuário já haviam manifestado surpresa diante da decisão quando ela foi anunciada preliminarmente. Representantes da cadeia produtiva sustentam que os sistemas nacionais de fiscalização, rastreabilidade e inspeção seguem padrões reconhecidos internacionalmente e atendem aos requisitos sanitários exigidos pelos principais mercados importadores.
Especialistas avaliam que a suspensão representa um desafio importante para o agronegócio nacional, principalmente pela relevância econômica do mercado europeu. Embora a União Europeia não seja o principal destino das exportações brasileiras de carne, o bloco ocupa posição estratégica entre os compradores internacionais de proteína animal produzida no país.
Nos próximos meses, a expectativa é de que negociações diplomáticas e técnicas sejam intensificadas na tentativa de reverter a restrição antes da entrada em vigor das novas regras. Caso isso não ocorra, exportadores brasileiros poderão enfrentar impactos comerciais relevantes em um dos mercados mais exigentes do mundo. Com informações: g1
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