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Vacina contra a dengue desenvolvida pelo Instituto Butantan teve aplicação suspensa temporariamente para investigação de eventos adversos registrados após a imunização. (Foto: Instituto Butantan)
Por: Editorial | 09/06/2026 08:45
O Ministério da Saúde anunciou nesta segunda-feira (8) a suspensão temporária da vacinação contra a dengue com o imunizante desenvolvido pelo Instituto Butantan. A medida foi adotada de forma preventiva após o registro de 42 casos de reações adversas consideradas mais severas entre pessoas que receberam a vacina.
Segundo a pasta, três pacientes precisaram ser internados e dois deles morreram. Apesar disso, o governo federal destacou que ainda não há comprovação de que os óbitos ou demais reações tenham sido causados pela vacina.
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, explicou que a suspensão tem caráter cautelar e permitirá uma investigação mais aprofundada dos casos por parte do Ministério da Saúde, da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e do Instituto Butantan.
De acordo com o ministro, um comitê de especialistas realizará estudos para identificar possíveis fatores de risco entre os pacientes que apresentaram reações adversas, buscando esclarecer se existe relação entre os eventos registrados e a aplicação do imunizante.
Padilha ressaltou ainda que o Ministério da Saúde mantém confiança na capacidade técnica e científica do Instituto Butantan e reforçou a importância das vacinas no combate e na eliminação de doenças.
A suspensão atinge exclusivamente a vacina produzida pelo Butantan. O imunizante Qdenga, desenvolvido pela Takeda Pharmaceutical Company e utilizado normalmente pelo Sistema Único de Saúde (SUS), continua sendo aplicado sem alterações.
Desde sua incorporação ao SUS, em janeiro deste ano, mais de 500 mil doses da vacina do Butantan foram administradas no país. A estratégia inicial contemplou municípios-piloto como Botucatu, Maranguape e Nova Lima, além de uma ação específica na região de Araguaína.
O Ministério da Saúde enfatizou que a interrupção temporária da campanha não invalida a eficácia do imunizante e que as pessoas já vacinadas continuam protegidas contra a dengue. A medida visa apenas ampliar a análise dos casos registrados e garantir a segurança da população antes da continuidade da estratégia de vacinação. Com informações: Agencia Brasil.
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