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Agentes da Polícia Federal cumprem mandados durante operação que investiga organização criminosa suspeita de contrabando, lavagem de dinheiro e outros crimes em diversos estados do país (Foto: Divulgação/PF).
Por: Editorial | 09/06/2026 14:38
Uma ampla operação coordenada pela Polícia Federal mobilizou agentes em diversos estados brasileiros nesta terça-feira (9) para desarticular uma organização criminosa suspeita de atuar em esquemas de contrabando, lavagem de dinheiro, falsificação documental e corrupção. Em Mato Grosso do Sul, as ações ocorreram nos municípios de Nova Andradina, Maracaju, Mundo Novo e Eldorado.
As investigações apontam que o grupo mantinha uma estrutura organizada e com atuação interestadual, sendo suspeito de envolvimento no contrabando de cigarros, comercialização irregular de agrotóxicos, falsificação de placas veiculares e documentos, além da movimentação e ocultação de recursos de origem ilícita.
Batizadas de Sicarius I e Sicarius II, as operações são conduzidas de forma integrada pela Polícia Federal, Receita Federal e Corregedoria da Polícia Rodoviária Federal. As medidas foram autorizadas pela Justiça Federal após o avanço das investigações que identificaram uma rede considerada complexa para a prática dos crimes investigados.
Por determinação judicial, foram expedidos dezenas de mandados de prisão preventiva e temporária, além de ordens de busca e apreensão em diferentes estados. Também foram autorizadas medidas patrimoniais, incluindo bloqueio de contas bancárias, sequestro de bens e restrições relacionadas a pessoas físicas e jurídicas supostamente vinculadas ao esquema.
Segundo os investigadores, a organização utilizava empresas de fachada, intermediários e mecanismos de ocultação patrimonial para dificultar o rastreamento dos recursos financeiros e a identificação dos verdadeiros beneficiários das atividades ilícitas.
As apurações revelam ainda que a atuação do grupo se estendia por diferentes regiões do país, alcançando estados das regiões Centro-Oeste, Sul, Norte e Sudeste. A suspeita é de que a estrutura criminosa tenha movimentado valores expressivos ao longo dos últimos anos.
De acordo com a Polícia Federal, o nome da operação faz referência a um dos codinomes atribuídos ao apontado líder da organização investigada. As investigações continuam com o objetivo de identificar todos os envolvidos e dimensionar os impactos econômicos causados pelas atividades ilegais.Com informações: Dourados Agora
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