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Ricardo Ayache, presidente da Cassems, durante pronunciamento em que anunciou a prorrogação da cobrança da taxa de cônjuges e a criação de grupo de trabalho para discutir o reajuste de 1.185%. Foto: Reprodução/@portaldoconesul
Por: Editorial | 09/06/2026 16:44
A forte reação de servidores públicos municipais e estaduais, somada ao crescente número de beneficiários que estão se desfiliando do plano de saúde, levou a Cassems a recuar parcialmente na cobrança da nova contribuição dos cônjuges. Nesta segunda-feira (8), o presidente da entidade, Ricardo Ayache, anunciou a prorrogação do prazo para pagamento da taxa e a criação de um grupo de trabalho para discutir alternativas ao reajuste de 1.185%, que elevou a contribuição de R$ 35 para R$ 450.
Em vídeo divulgado nas redes sociais, Ayache reconheceu a mobilização dos servidores, sindicatos, associações e demais entidades representativas que apresentaram propostas para amenizar os impactos da medida. Segundo ele, a participação dos beneficiários é fundamental para a construção de soluções que garantam o equilíbrio financeiro da instituição sem comprometer a permanência das famílias no plano.
A principal medida anunciada foi a prorrogação do vencimento da contribuição dos cônjuges do dia 10 para o dia 26 deste mês. De acordo com o presidente da Cassems, o prazo adicional permitirá que os beneficiários tenham mais tempo para organizar as finanças diante do aumento expressivo da cobrança.
Apesar do adiamento, a decisão foi recebida com críticas por parte dos servidores. Muitos avaliam que a mudança de data não resolve o problema central, que é o peso do reajuste no orçamento familiar. O temor de novas desfiliações também preocupa a direção da entidade, já que diversos beneficiários passaram a avaliar a possibilidade de deixar o plano após a implantação da nova taxa.
Ayache informou ainda a criação de um grupo de trabalho para analisar propostas que possam reduzir os custos repassados aos usuários e, ao mesmo tempo, preservar a sustentabilidade financeira da Cassems. Durante o pronunciamento, ele voltou a destacar o aumento dos gastos com saúde em todo o país como um dos principais fatores que justificam a necessidade de ajustes nas contas da instituição.
Entre as sugestões apresentadas pelas entidades representativas está a suspensão do reajuste de 1.185%, a divisão dos custos entre servidores e o poder público e a adoção de medidas de redução de despesas dentro da própria Cassems. A Associação dos Beneficiários da Cassems (Abecams) também defende a revisão de contratos, a diminuição dos gastos com terceirização e o corte de despesas consideradas não essenciais.
A expectativa agora é que as discussões avancem antes do novo vencimento da cobrança, em meio à pressão dos servidores e ao receio de que o aumento da taxa provoque uma saída em massa de beneficiários do plano. @portaldoconesul
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