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Polícia Civil investiga esquema de fraude em plataforma de comércio eletrônico que teria causado prejuízo de R$ 263 mil. (Foto: Ilustrativa/Freepik)
Por: Editorial | 10/06/2026 10:30
Dois pastores são investigados pela Polícia Civil de São Paulo por supostamente integrarem um esquema de fraudes que causou prejuízo de R$ 263 mil à plataforma de comércio eletrônico Mercado Livre. Segundo as investigações, os suspeitos são considerados foragidos e estariam atualmente na Espanha.
A operação policial foi deflagrada nesta terça-feira (9) e teve como alvo um grupo suspeito de aplicar golpes por meio de transações fraudulentas dentro da plataforma. Dos oito mandados de prisão expedidos pela Justiça, cinco foram cumpridos. Um terceiro investigado também estaria fora do Brasil, residindo nos Estados Unidos.
De acordo com a apuração, o grupo anunciava produtos inexistentes no marketplace. Em seguida, integrantes da própria associação realizavam as compras utilizando contas controladas pelos suspeitos, atuando simultaneamente como vendedores e compradores.
Após a conclusão das operações, os valores eram liberados para contas ligadas aos investigados. Na sequência, os supostos compradores solicitavam o cancelamento das cobranças junto às operadoras de cartão de crédito, alegando irregularidades nas transações.
Com a aprovação dos estornos, os recursos deixavam de ser repassados à plataforma, embora o dinheiro já tivesse sido movimentado pelos envolvidos. Conforme a Polícia Civil, o esquema utilizava de forma indevida o mecanismo conhecido como "chargeback", ferramenta destinada à contestação de compras legítimas.
As investigações começaram após denúncia apresentada pelo próprio Mercado Livre, que identificou movimentações consideradas suspeitas e colaborou com as autoridades durante a apuração.
Em nota, a empresa informou que nenhum comprador ou vendedor sofreu prejuízos financeiros em decorrência da fraude, uma vez que as perdas foram absorvidas pela própria plataforma.
Além das prisões, a Justiça autorizou o cumprimento de 15 mandados de busca e apreensão em endereços localizados na capital paulista, em Guarulhos e em São Caetano do Sul.
A Polícia Civil investiga os crimes de estelionato e associação criminosa e apura se outras empresas também podem ter sido vítimas do mesmo esquema. Segundo as autoridades, as fraudes teriam ocorrido em dezembro de 2024.
As identidades dos investigados não foram divulgadas. Com informações: Banda B.
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