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Unidade do Hemosul em Dourados registra queda acentuada no número de doadores, o que tem provocado cancelamento de cirurgias e pressão sobre os estoques de sangue (Clara Medeiros / Dourados News).
Por: Editorial | 12/06/2026 07:13
A redução no número de doadores de sangue em Dourados (MS) tem provocado impactos diretos na rede hospitalar, incluindo o adiamento e cancelamento de cirurgias. De acordo com o Hemosul local, os estoques das tipagens O positivo e O negativo atingiram níveis considerados críticos, comprometendo principalmente atendimentos de urgência e procedimentos de maior complexidade.
A situação é atribuída a uma combinação de fatores sazonais e sanitários, como aumento de doenças respiratórias, casos de chikungunya, campanhas de vacinação recentes e o período de inverno, que tradicionalmente reduz a adesão de voluntários. Além disso, pacientes em uso de medicamentos específicos também precisam aguardar prazos para retomar a possibilidade de doação.
A coordenação do Hemosul informa que a média ideal de coletas mensais na unidade seria de aproximadamente 1,2 mil doações, porém o número atual não ultrapassa 750. Em dias comuns de atendimento, o serviço chega a receber menos de 20 doadores, quando o esperado seria cerca de 50.
A gerente da unidade explica que o sangue é fundamental para diferentes tipos de intervenções médicas, desde cirurgias de menor porte até procedimentos cardíacos, que podem demandar grande quantidade de bolsas. Também destaca a importância das plaquetas, utilizadas em pacientes oncológicos e em casos de hemorragias, cuja validade é reduzida e exige reposição constante.
Segundo a equipe técnica, uma única doação pode ser fracionada em diferentes componentes, possibilitando beneficiar até quatro pacientes. Ainda assim, a baixa adesão tem dificultado a manutenção dos níveis seguros de estoque.
O perfil dos doadores regulares também preocupa a instituição. Muitos voluntários frequentes estão envelhecendo, enquanto a participação de jovens ainda é considerada insuficiente para garantir reposição contínua. A idade mínima para doação é de 16 anos, com autorização dos responsáveis, e o limite se estende até 60 anos para novas doações, podendo chegar a 69 anos para quem já possui histórico de doação.
Em meio ao cenário crítico, o Junho Vermelho reforça ações de conscientização e mobilização. A campanha inclui coletas externas e programação especial para incentivar a participação da população. A meta é ampliar o número de doações e evitar novos cancelamentos de procedimentos médicos na região. Com informações: Dourados News
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