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INPC acumula 4,42% em 12 meses e influencia reajuste de salários e benefícios


Índice utilizado como referência para correção de rendimentos registrou alta de 0,65% em maio, impulsionado principalmente pelo aumento dos alimentos.
INPC acumulado em 12 meses alcançou 4,42% e segue como referência para reajustes salariais e benefícios previdenciários no país (Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil). Por: Editorial | 12/06/2026 13:22

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), indicador que serve de base para o reajuste salarial de diversas categorias profissionais no país, registrou alta de 0,65% em maio, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Com o resultado, o acumulado dos últimos 12 meses alcançou 4,42%.

O avanço do índice foi influenciado principalmente pelo aumento dos preços dos alimentos, que apresentaram elevação de 1,33% no período. Já os produtos e serviços não alimentícios registraram variação de 0,43%.

O INPC é considerado um dos principais indicadores econômicos para os trabalhadores brasileiros, especialmente porque costuma ser utilizado como referência em negociações salariais e acordos coletivos. Além disso, o índice também influencia a atualização de benefícios e programas vinculados à renda da população.

Entre os pagamentos impactados pelo indicador estão o seguro-desemprego, os benefícios previdenciários acima do salário mínimo e o teto do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). O reajuste do salário mínimo também considera a evolução do índice em sua fórmula de correção anual.

O IBGE divulgou ainda os dados do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial do país. Em maio, o IPCA registrou alta de 0,58%, acumulando 4,72% nos últimos 12 meses.

A principal diferença entre os dois indicadores está no perfil das famílias pesquisadas. Enquanto o INPC mede a variação do custo de vida para famílias com renda entre um e cinco salários mínimos, o IPCA abrange lares com renda de até 40 salários mínimos.

Por refletir os hábitos de consumo da população de menor renda, o INPC atribui maior peso aos gastos com alimentação, tornando-se um importante instrumento para avaliar o impacto da inflação sobre o poder de compra dos trabalhadores brasileiros. Com informações: Agência Brasil

 

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