| Hoje é Sábado, 13 de Junho de 2026.

Apreensão de 20 toneladas de insumo químico em Corumbá pode impedir produção de até 40 toneladas de cocaína


Carga de acetato de etila foi interceptada em operação conjunta da Receita Federal e PRF; investigação ficará a cargo da Polícia Federal.
Carga de aproximadamente 20 toneladas de acetato de etila foi apreendida durante operação conjunta da Receita Federal e PRF em Corumbá. (Foto: Divulgação/Receita Federal) Por: Editorial | 12/06/2026 14:59

Uma operação conjunta da Receita Federal e da Polícia Rodoviária Federal (PRF) resultou na apreensão de aproximadamente 20 toneladas de acetato de etila em Corumbá. A ação ocorreu nesta quinta-feira (12) e impediu que um dos principais insumos utilizados no refino da cocaína chegasse ao destino final.

A carga era transportada em uma carreta interceptada durante uma operação de inteligência realizada por equipes de fiscalização na região de fronteira entre Brasil e Bolívia. O motorista e o veículo foram encaminhados à Polícia Federal, responsável por conduzir as investigações para identificar a origem do produto, o destino da carga e possíveis ligações com organizações criminosas envolvidas no tráfico internacional de drogas.

A operação contou com a participação da Divisão de Repressão ao Contrabando e Descaminho da 8ª Região Fiscal da Receita Federal, servidores da Alfândega da Receita Federal em Corumbá e policiais rodoviários federais que atuam na região.

Embora o material apreendido não seja uma droga pronta para comercialização, as autoridades destacam que a interceptação tem grande relevância estratégica no combate ao narcotráfico. O acetato de etila é amplamente utilizado na transformação da pasta-base em cloridrato de cocaína, forma refinada da droga distribuída para mercados consumidores no Brasil e no exterior.

Conhecido entre traficantes como um dos principais solventes empregados no processo de purificação da cocaína, o produto é considerado essencial para o funcionamento de laboratórios clandestinos.

Segundo estimativas da Receita Federal, o volume apreendido seria suficiente para processar cerca de 40 toneladas de cloridrato de cocaína. O cálculo considera a proporção normalmente utilizada por organizações criminosas, que empregam aproximadamente um litro do solvente para cada dois quilos da droga refinada.

Especialistas em segurança pública apontam que apreensões desse tipo causam impactos significativos na estrutura financeira do crime organizado. Além da perda da carga química, as organizações enfrentam aumento dos custos operacionais, dificuldades logísticas e atrasos na produção de entorpecentes.

Corumbá é considerada uma das principais portas de entrada de drogas provenientes da Bolívia e de outros países andinos. A extensa faixa de fronteira e as rotas terrestres utilizadas pelo tráfico fazem da região um dos principais focos de fiscalização das forças de segurança.

Nos últimos anos, os órgãos de controle passaram a intensificar o monitoramento dos chamados precursores químicos, substâncias utilizadas no processamento de drogas ilícitas. A estratégia busca atingir a cadeia produtiva do narcotráfico antes mesmo que os entorpecentes sejam finalizados e distribuídos.

De acordo com a Receita Federal, impedir que esses produtos cheguem aos laboratórios clandestinos é uma das formas mais eficazes de enfraquecer a atuação das organizações criminosas.

As investigações seguem em andamento para identificar os responsáveis pela carga e esclarecer se o material seria destinado a laboratórios instalados em território brasileiro ou em países vizinhos. Com informações: Estado Diario.

 

Divulgue sua marca conosco!
Sua empresa quer mais visibilidade e alcance de público? Entre em contato e anuncie conosco.

WhatsApp: (67) 2102-1069

Leve sua marca mais longe e conquiste novos clientes!




Diário do Interior MS
NAVIRAÍ MS
CNPJ: 30.035.215/0001-09
E-MAIL: diariodointeriorms1@gmail.com
Siga-nos nas redes Sociais: