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Acervo reúne exemplares que representam diferentes gerações e momentos marcantes das Copas do Mundo. (Foto: Maya Severino)
Por: Editorial | 12/06/2026 16:31
A paixão pelo futebol levou o policial civil Wilson Xavier, de 60 anos, a construir uma coleção que impressiona qualquer amante do esporte. Em seu escritório, em Campo Grande, ele reúne as bolas oficiais utilizadas nas Copas do Mundo, formando um acervo que levou cerca de três anos para ser concluído.
O interesse pelo futebol começou ainda na infância. Morador das proximidades do Morenão, Wilson cresceu acompanhando a movimentação em torno das grandes partidas e guarda lembranças marcantes da época em que o estádio recebia jogos históricos.
O esporte também fez parte de sua trajetória dentro das quatro linhas. Entre os 15 e 17 anos, atuou nas categorias de base e integrou equipes que reuniam jovens atletas próximos do futebol profissional. Lesões acabaram interrompendo a carreira, mas não diminuíram sua paixão pelo jogo.
Atualmente, além de trabalhar na Corregedoria de Trânsito da Polícia Civil, Wilson mantém uma rotina ligada ao esporte, praticando ciclismo, frequentando academia e ajudando a coordenar competições esportivas voltadas aos servidores públicos estaduais.
A ideia de reunir as bolas surgiu após uma pesquisa sobre a Copa do Mundo realizada no ano em que nasceu. Durante as buscas, Wilson descobriu curiosidades sobre os modelos utilizados ao longo da história dos mundiais e decidiu iniciar a coleção.
Hoje, quem visita seu escritório encontra uma verdadeira viagem pela evolução do futebol. O acervo reúne modelos que marcaram diferentes gerações e demonstra as transformações tecnológicas ocorridas ao longo das décadas.
Segundo Wilson, as antigas bolas de couro eram muito diferentes das utilizadas atualmente. Além de mais pesadas, absorviam água durante as partidas, alterando o comportamento da bola e dificultando o controle dos jogadores.
Ele destaca ainda que a fabricante Adidas passou a fornecer oficialmente as bolas das Copas do Mundo a partir de 1974 e, desde 2006, produz também uma versão exclusiva para a final do torneio, ampliando ainda mais o número de peças da coleção.
Montar o acervo exigiu dedicação e paciência. Algumas peças foram adquiridas em outros estados, enquanto outras foram encontradas em Campo Grande.
Para acomodar as bolas, Wilson organizou o próprio espaço, instalando suportes individuais para cada exemplar. Entre os planos futuros está a colocação de caixas de acrílico para proteger as peças e garantir sua conservação.
Mesmo sem manuseá-las diariamente, ele mantém cuidados frequentes. Uma das tarefas é verificar a calibragem das bolas, que naturalmente perdem pressão com o passar do tempo.
Os sobrinhos costumam se encantar com a coleção, mas antes de qualquer brincadeira, Wilson faz questão de compartilhar histórias e curiosidades sobre cada Copa do Mundo representada no acervo.
Torcedor apaixonado, Wilson acompanha mais uma edição do Mundial com o mesmo entusiasmo de quando era criança. Embora reconheça os desafios da seleção brasileira, mantém a confiança característica dos amantes do futebol.
Para ele, o desempenho ao longo da competição pode transformar qualquer cenário e recolocar o Brasil entre os candidatos ao título.
Enquanto aguarda o tão sonhado hexacampeonato mundial, Wilson segue conciliando o trabalho na Polícia Civil com o hobby que se tornou uma verdadeira homenagem à história do futebol. Com informações: CG News.
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