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Hoje é Sábado, 13 de Junho de 2026.
Entrada da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher, unidade que acompanhou os procedimentos iniciais da investigação antes da conclusão sobre a causa da morte. (Foto: Arquivo)
Por: Editorial | 13/06/2026 08:37
A Polícia Civil concluiu que a morte de uma mulher de 39 anos, encontrada sem vida em sua residência no bairro Jardim Los Angeles, em Campo Grande, foi causada por um infarto. Após a realização de perícias e coleta de depoimentos, os investigadores descartaram qualquer indício de feminicídio ou outro crime relacionado ao caso.
As suspeitas iniciais surgiram devido às circunstâncias da ocorrência, levando o companheiro da vítima a ser encaminhado para a Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) para prestar esclarecimentos. No entanto, após os procedimentos de investigação, ele foi liberado por não haver elementos que apontassem participação em qualquer ato criminoso.
Segundo a apuração policial, a inspeção realizada na residência não encontrou sinais de desordem, luta corporal ou qualquer vestígio que pudesse indicar agressão. O exame preliminar no corpo da vítima também não identificou lesões, hematomas ou marcas compatíveis com violência física.
As investigações revelaram ainda que a mulher vinha apresentando problemas de saúde nos dias que antecederam o falecimento. Familiares informaram que ela relatava episódios recorrentes de mal-estar e sensação de aperto no peito, sintomas inicialmente associados a crises de ansiedade.
Durante as diligências, foram encontradas receitas médicas relacionadas ao tratamento de depressão e ansiedade. O depoimento da filha adolescente da vítima foi considerado fundamental para esclarecer o histórico clínico, indicando que a mãe já procurava atendimento médico devido aos desconfortos que vinha enfrentando.
Na data do ocorrido, o quadro de saúde teria se agravado significativamente. Conforme relatos colhidos pela polícia, a mulher acordou passando mal, apresentando episódios de vômito e forte indisposição. Pouco tempo depois, sofreu um colapso em casa.
A investigação também apontou que o companheiro tentou prestar socorro imediatamente ao perceber a gravidade da situação. Ele realizou manobras de reanimação e acionou equipes de emergência na tentativa de salvar a vítima.
Outro fator analisado pelos investigadores foi a discrição do relacionamento. Conforme os depoimentos, a mulher estava em processo de separação de uma união anterior e preferia manter a nova relação longe da exposição familiar. Ainda assim, a filha confirmou que tinha conhecimento do namoro e relatou que o companheiro oferecia apoio constante à mãe.
Com base nos laudos periciais, na ausência de indícios de violência, nos relatos das testemunhas e no histórico médico apresentado, a Polícia Civil concluiu que a morte ocorreu por causas naturais, sem qualquer evidência de infração penal. O caso foi encerrado como uma fatalidade médica. Com informações: Campo Grande News
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