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Auditora relata impacto de vício em apostas online após morte do irmão na Bahia


Caso envolvendo dívida milionária reacende alerta sobre os riscos do vício em jogos digitais e seus impactos familiares.
Otacílio Prates, auditor fiscal, morreu após enfrentar vício em apostas online e deixar dívida milionária na Bahia. (Foto: Redes sociais) Por: Editorial | 15/06/2026 08:24

A auditora e advogada Juliana Prates, servidora do Tribunal de Contas do Estado da Bahia (TCE-BA), passou a atuar em campanhas de conscientização contra apostas online após a morte do irmão, o auditor fiscal Otacílio Prates, de 46 anos, ocorrida em dezembro do ano passado.

Segundo Juliana, o irmão iniciou apostas em plataformas digitais em 2023 e, ao longo de cerca de dois anos, acumulou uma dívida estimada em aproximadamente R$ 1,5 milhão. A família só teve conhecimento da gravidade da situação após sua morte.

Ela relatou que, até então, os problemas financeiros eram atribuídos a investimentos malsucedidos, sem suspeita do envolvimento com jogos de aposta. O caso revelou ainda sinais de sofrimento psicológico que não haviam sido compreendidos pela família.

Após a perda, Juliana encontrou indícios do uso intenso de plataformas de apostas no celular do irmão, incluindo movimentações financeiras recentes de alto valor. O episódio marcou o início de sua atuação como ativista sobre os riscos da ludopatia, transtorno reconhecido pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como dependência comportamental relacionada ao jogo compulsivo.

Em entrevistas, a auditora afirmou que transformou o luto em mobilização social, com o objetivo de alertar outras famílias sobre os riscos do vício em apostas online, que podem evoluir de forma silenciosa e impactar profundamente a vida financeira e emocional dos envolvidos.

Especialistas alertam para sinais do vício em apostas

De acordo com o psicólogo clínico Erich Rapold, o vício em jogos de aposta pode ser difícil de identificar por ocorrer, muitas vezes, em ambiente doméstico e sem sinais evidentes para familiares.

Entre os principais alertas estão o uso excessivo de celular, mudanças de humor, isolamento, irritação ao ser interrompido e pedidos frequentes de dinheiro sem justificativa clara.

O especialista explica ainda que o comportamento compulsivo envolve a tentativa de recuperar perdas financeiras, o que tende a agravar ainda mais a situação.

Profissionais da área destacam que o tratamento envolve acompanhamento psicológico e psiquiátrico, além de apoio familiar e grupos especializados de ajuda. Com infomrçaões: g1.

 

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