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Agentes do Gaeco participaram da Operação Panóptico, que cumpriu centenas de mandados contra integrantes de uma organização criminosa em quatro estados. (Foto: MPPR)
Por: Editorial | 15/06/2026 09:05
Uma ampla operação coordenada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) foi deflagrada na manhã desta segunda-feira (15) com o objetivo de desarticular uma organização criminosa de atuação nacional. Batizada de Operação Panóptico, a ofensiva resultou no cumprimento de centenas de mandados judiciais em cidades do Paraná, Mato Grosso do Sul, Santa Catarina e São Paulo.
Ao todo, foram executados 304 mandados de prisão e 255 de busca e apreensão. As ações ocorreram simultaneamente em diversos municípios e contaram com a participação de aproximadamente mil agentes das forças de segurança pública.
Segundo o Ministério Público do Paraná (MPPR), a operação mobilizou 204 equipes compostas por integrantes do Gaeco, Polícia Militar, Polícia Civil, Polícia Penal e Polícia Científica. O trabalho teve como foco integrantes de uma organização criminosa investigada por coordenar atividades ilícitas a partir de estabelecimentos penais.
O Paraná concentrou a maior parte dos mandados, com diligências realizadas em 34 municípios. Entre as cidades alcançadas pela operação estão Umuarama, Cruzeiro do Oeste, Guaíra, Cianorte, Loanda, Paranavaí, Londrina, Maringá, Cascavel, Foz do Iguaçu e Curitiba. Também houve cumprimento de ordens judiciais em Naviraí, em Mato Grosso do Sul, além de municípios de Santa Catarina e São Paulo.
Parte significativa das medidas ocorreu dentro de unidades prisionais. Das 304 prisões determinadas pela Justiça, 176 foram executadas em presídios. Já entre os 255 mandados de busca e apreensão, 92 tiveram como alvo estabelecimentos penais.
De acordo com as autoridades, as investigações tiveram início no fim de 2025 e vêm sendo conduzidas em diferentes regiões do Paraná. O objetivo é identificar e responsabilizar integrantes da organização criminosa, interromper suas atividades, reunir novas provas e esclarecer possíveis delitos relacionados ao grupo.
As prisões decretadas também buscam impedir a continuidade das ações criminosas atribuídas aos investigados, fortalecendo o combate ao crime organizado e ampliando a capacidade de atuação das forças de segurança.
O nome da operação faz referência ao conceito de vigilância permanente descrito pelo filósofo e sociólogo Michel Foucault na obra "Vigiar e Punir". A escolha da denominação simboliza o monitoramento contínuo realizado pelos órgãos de investigação sobre a atuação da organização criminosa.
A Operação Panóptico integra as diretrizes do Grupo Nacional de Combate às Organizações Criminosas (GNCOC), entidade que reúne unidades especializadas de todo o país para ações coordenadas de enfrentamento ao crime organizado. Com informações: MPPR
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