|
Hoje é Segunda-feira, 15 de Junho de 2026.
Pesquisa internacional identificou novas regiões genéticas associadas à ansiedade e reforçou a influência conjunta de fatores biológicos e ambientais no desenvolvimento do transtorno. (Foto: Pexels)
Por: Editorial | 15/06/2026 09:58
Um dos maiores estudos já realizados sobre a genética da ansiedade trouxe novas informações sobre os fatores biológicos relacionados ao transtorno. A pesquisa, conduzida por cientistas de instituições internacionais e publicada na revista científica Nature Human Behaviour, analisou dados genéticos de quase 700 mil pessoas e identificou dezenas de regiões do DNA associadas aos sintomas de ansiedade.
O levantamento analisou informações de 693.869 indivíduos de ascendência europeia e encontrou 74 regiões genéticas relacionadas ao desenvolvimento ou à intensidade dos sintomas. Destas, 39 associações nunca haviam sido registradas anteriormente, representando um avanço significativo no entendimento científico sobre a condição.
Os pesquisadores destacam que a ansiedade não deve ser vista apenas como um diagnóstico isolado, mas como um espectro que varia desde respostas naturais ao estresse cotidiano até transtornos mais graves e persistentes. Essa abordagem permite compreender melhor as diferentes manifestações da condição e seus fatores de risco.
Entre os genes identificados no estudo estão o PCLO e o SORCS3, que desempenham funções importantes na comunicação entre células nervosas. As análises mostraram que muitos dos genes associados à ansiedade apresentam forte atividade no tecido cerebral, reforçando a influência dos mecanismos neurológicos no desenvolvimento do transtorno.
Apesar dos avanços, os cientistas ressaltam que os fatores genéticos explicam apenas uma pequena parcela das diferenças observadas entre os indivíduos. Segundo a pesquisa, as variantes analisadas respondem por cerca de 6% da variação na gravidade dos sintomas de ansiedade.
O resultado indica que fatores ambientais, experiências de vida, aspectos sociais e psicológicos continuam exercendo papel fundamental no surgimento e na evolução do transtorno. Dessa forma, possuir predisposição genética não significa que uma pessoa necessariamente desenvolverá ansiedade ao longo da vida.
Os pesquisadores também observaram relações genéticas entre a ansiedade e outras condições de saúde. Entre elas estão depressão, síndrome do intestino irritável, dor crônica, doença arterial coronariana, endometriose e enxaqueca, evidenciando a conexão entre saúde mental e saúde física.
Segundo os autores, a descoberta dessas associações poderá contribuir para o desenvolvimento de tratamentos mais personalizados e estratégias preventivas mais eficazes no futuro. Além disso, os resultados reforçam a importância de políticas públicas voltadas à redução de fatores ambientais e sociais que podem agravar quadros de ansiedade. Com informações: Metrópoles
Divulgue sua marca conosco!
Sua empresa quer mais visibilidade e alcance de público? Entre em contato e anuncie conosco.
WhatsApp: (67) 2102-1069
Leve sua marca mais longe e conquiste novos clientes!

