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Fundação Chapadão desenvolve pesquisas que contribuem para o aumento da produtividade e da sustentabilidade no agronegócio de Mato Grosso do Sul. (Foto: Reprodução/Secom-MS)
Por: Editorial | 16/06/2026 07:49
A pesquisa agropecuária tem desempenhado papel fundamental no crescimento da produtividade agrícola em Mato Grosso do Sul. Com quase 29 anos de atuação, a Fundação Chapadão vem ampliando sua área de abrangência e fortalecendo parcerias com instituições públicas e privadas para desenvolver tecnologias voltadas principalmente às culturas de soja, milho e algodão.
Atualmente, a instituição atende municípios como Chapadão do Sul, Costa Rica, Paraíso das Águas, Alcinópolis, Cassilândia, Paranaíba e Coxim, além de expandir projetos para outras regiões do norte do Estado. Segundo o presidente da Fundação Chapadão, Ilton Henrichsen, as condições climáticas da região favorecem a consolidação das culturas de soja e milho, que devem continuar sendo prioridade nas pesquisas nos próximos anos.
Além das grandes culturas, a fundação também acompanha o avanço da cana-de-açúcar e de outras cadeias produtivas, como os citros, identificando novas demandas por conhecimento técnico e inovação.
Criada na década de 1990 por iniciativa de produtores rurais preocupados com os prejuízos causados por nematoides nas lavouras de soja, a Fundação Chapadão se tornou referência em pesquisas voltadas ao manejo de pragas e doenças, fertilidade do solo, nutrição vegetal, sementes, genética e mitigação dos impactos climáticos sobre a produção agrícola. Atualmente, os estudos alcançam mais de 500 mil hectares de áreas cultivadas.
De acordo com o diretor-executivo da instituição, André Bartolomeu Piesanti, a validação regional de novas cultivares é essencial para orientar os produtores sobre o potencial produtivo e a adaptação de cada variedade às condições locais. As pesquisas permitem avaliar resistência a doenças, melhor época de plantio e desempenho diante das características climáticas da região.
A Fundação também investe em tecnologias voltadas à sustentabilidade e à rastreabilidade da produção agrícola, exigências cada vez mais presentes nos mercados internacionais. Outro destaque é a incorporação gradual da inteligência artificial às pesquisas, permitindo análises mais rápidas e precisas de grandes volumes de dados gerados no campo.
Os investimentos do Governo de Mato Grosso do Sul têm sido fundamentais para a manutenção das atividades científicas. Segundo a Fundação, os aportes estaduais foram de aproximadamente R$ 2,5 milhões por safra nos anos de 2023 e 2024, chegando a R$ 3,7 milhões na safra 2024/2025. Para 2026/2027, a previsão é de cerca de R$ 2,7 milhões. Os recursos são destinados principalmente à aquisição de insumos, materiais e equipamentos utilizados nas pesquisas.
Além de atender às grandes culturas, os estudos desenvolvidos pela Fundação Chapadão também beneficiam pequenos produtores e agricultores familiares, com pesquisas voltadas à integração lavoura-pecuária, produção de silagem, formação de pastagens e diversificação agrícola.
Para especialistas da área, os avanços registrados na produtividade agrícola sul-mato-grossense nas últimas décadas são resultado direto da combinação entre ciência, inovação tecnológica e investimentos contínuos em pesquisa, fortalecendo a competitividade do agronegócio estadual no cenário nacional e internacional. Com informações: Secom.
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