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Corredor Bioceânico é debatido em fórum internacional e é apontado como estratégico para o agronegócio de Mato Grosso do Sul (Foto: Ana Christina/Semadesc)
Por: Editorial | 19/06/2026 10:22
A consolidação do Corredor Bioceânico como uma das principais iniciativas de integração logística da América do Sul foi tema de destaque durante o Fórum Internacional da Agropecuária (FIAP), realizado no dia 18 de junho. O projeto foi apresentado como um dos pilares para a ampliação da competitividade do agronegócio em Mato Grosso do Sul.
Durante o evento, o secretário da Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc), Artur Falcette, destacou os avanços da iniciativa e seus impactos econômicos. Segundo ele, o corredor representa uma mudança estrutural na logística regional, com potencial para reduzir custos de transporte e facilitar o acesso a mercados internacionais, especialmente na Ásia e no Pacífico.
O projeto prevê a integração rodoviária entre Brasil, Paraguai, Argentina e Chile, tendo como um dos principais marcos a conclusão da ponte binacional entre Porto Murtinho e Carmelo Peralta, considerada estratégica para viabilizar a conexão até portos do Oceano Pacífico.

Além da melhoria logística, a rota é apontada como vetor de desenvolvimento regional, com impacto na geração de empregos, valorização imobiliária e expansão de atividades econômicas em municípios estratégicos como Campo Grande, Dourados e Porto Murtinho. O fortalecimento das exportações de commodities agrícolas, carnes e produtos industrializados também está entre os principais efeitos esperados.
O projeto ainda está associado a políticas de desenvolvimento sustentável do Estado, incluindo a recuperação de áreas degradadas e metas de redução de emissões de carbono. De acordo com o governo estadual, o objetivo é consolidar o Mato Grosso do Sul como um hub logístico internacional voltado ao agronegócio.
Entre os desafios para a plena implementação do corredor estão a harmonização de normas aduaneiras entre os países envolvidos, acordos sanitários, integração de sistemas de transporte e capacitação de mão de obra especializada para o setor logístico.
O painel fez parte da programação do FIAP, que reúne representantes do setor produtivo, gestores públicos e especialistas para discutir os rumos da agropecuária diante da crescente demanda global por alimentos e energia. Com informações: Agência MS GOV
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