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Inverno começa em Mato Grosso do Sul sob alerta de tempo seco e riscos à saúde


Estação fria deve ser marcada por baixa umidade, longos períodos sem chuva e agravamento de doenças respiratórias, segundo especialistas e dados meteorológicos.
Tempo seco e presença de fumaça podem agravar problemas respiratórios durante o inverno em Mato Grosso do Sul (Foto: Tony Winston/Agência Brasília). Por: Editorial | 22/06/2026 07:56

O início do inverno em Mato Grosso do Sul, registrado neste domingo (21), acende um sinal de atenção para os impactos das condições climáticas na saúde da população. A estação, tradicionalmente marcada por ar seco e estiagem prolongada, tende a intensificar problemas respiratórios e ampliar os efeitos da baixa umidade relativa do ar em diversas regiões do Estado.

De acordo com projeções do Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima de Mato Grosso do Sul (CEMTEC/MS), o trimestre entre julho e setembro de 2026 deve apresentar tendência de precipitação ligeiramente acima da média. No entanto, os volumes esperados seguem reduzidos, o que mantém o cenário típico de estação seca, com longos intervalos sem chuva e baixa umidade.

Além disso, a possível atuação do fenômeno El Niño, caracterizado pelo aquecimento das águas do Oceano Pacífico, pode influenciar o regime de chuvas e as temperaturas, ampliando variações climáticas e exigindo maior atenção, principalmente em períodos de estiagem.

Especialistas em saúde alertam que a combinação entre ar seco, variações térmicas e presença de fumaça proveniente de queimadas pode impactar diretamente o organismo humano. Grupos como crianças, idosos, gestantes e pessoas com doenças respiratórias ou cardiovasculares são considerados mais vulneráveis aos efeitos dessas condições.

Segundo profissionais da área de enfermagem, a baixa umidade compromete o funcionamento das vias respiratórias, que dependem de hidratação adequada para filtrar e umidificar o ar antes de sua chegada aos pulmões. Com o ressecamento das mucosas, aumentam os casos de irritação nos olhos, garganta seca, dores de cabeça, fadiga e crises de rinite, asma e bronquite.

A fumaça das queimadas, comum em períodos secos no Pantanal e no Cerrado, também preocupa. As partículas suspensas no ar podem se deslocar por longas distâncias, atingindo áreas urbanas e agravando a qualidade do ar, mesmo longe dos focos de incêndio. Em pessoas com histórico de alergias ou doenças respiratórias, os sintomas tendem a surgir com mais intensidade e rapidez.

Entre os sinais mais comuns estão tosse persistente, irritação ocular, ardência na garganta e sensação de falta de ar. Em casos mais sensíveis, especialmente entre crianças e idosos, o quadro pode evoluir para complicações respiratórias mais graves.

Os grupos considerados de maior risco incluem crianças, que possuem vias respiratórias mais estreitas e sistema imunológico em desenvolvimento, e idosos, que apresentam menor capacidade de adaptação pulmonar e cardiovascular. Gestantes e pessoas com doenças crônicas também exigem atenção redobrada durante o período.

Apesar do cenário de alerta, especialistas reforçam que medidas simples podem reduzir os impactos do tempo seco. A ingestão frequente de água, a umidificação de ambientes internos e a lavagem nasal com soro fisiológico estão entre as principais recomendações preventivas.

Também é orientado evitar atividades físicas intensas ao ar livre em dias de baixa umidade ou presença de fumaça, além de manter ambientes ventilados nos períodos mais adequados do dia. Em situações de agravamento dos sintomas, como falta de ar persistente, febre ou chiado no peito, a recomendação é buscar atendimento médico imediato. Com informações: Agência Brasil

 

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