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Arrecadação federal registrou recorde histórico em maio, impulsionada pelo crescimento das receitas ligadas à exportação e à produção de petróleo e gás natural. (Foto: Reuters/Bruno Domingos)
Por: Editorial | 25/06/2026 14:59
A arrecadação do Governo Federal registrou crescimento expressivo em maio e alcançou o maior valor já contabilizado para o mês desde o início da série histórica, em 1995. Segundo dados divulgados pela Receita Federal, as receitas somaram R$ 266,8 bilhões, representando alta real de 10,7% em comparação com o mesmo período do ano passado.
O desempenho foi impulsionado principalmente pelo aumento da arrecadação relacionada ao setor de petróleo e gás natural, além do fortalecimento das receitas administradas pela própria Receita Federal. Os números reforçam a recuperação da atividade econômica e o impacto de medidas tributárias adotadas recentemente pelo governo.
Entre os destaques está a arrecadação proveniente do imposto sobre a exportação de petróleo bruto, que ultrapassou R$ 1 bilhão no mês. A cobrança foi criada como instrumento para amenizar os efeitos da alta internacional dos combustíveis e estimular a oferta do produto no mercado interno.
Além disso, a arrecadação regular vinculada à exploração de petróleo e gás natural apresentou crescimento significativo, alcançando mais de R$ 10 bilhões em maio, valor muito superior ao registrado no mesmo período de 2025.
As receitas administradas pela Receita Federal totalizaram R$ 256,3 bilhões, enquanto os valores arrecadados por outros órgãos federais chegaram a R$ 10,4 bilhões, ambos registrando crescimento em relação ao ano anterior.
No acumulado dos cinco primeiros meses de 2026, a arrecadação federal atingiu R$ 1,323 trilhão, avanço real de 6,42% na comparação com igual período do ano passado. Considerando os valores corrigidos pela inflação, o montante supera R$ 1,34 trilhão e também representa um recorde para o intervalo entre janeiro e maio.
O resultado é acompanhado pelo Ministério da Fazenda em meio à discussão de medidas fiscais voltadas à compensação dos impactos gerados pela desoneração da folha de pagamento de empresas e municípios. A expectativa do governo é manter o equilíbrio das contas públicas ao longo do ano sem comprometer a arrecadação necessária para o cumprimento das metas fiscais. Com informações: IstoÉDinheiro
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