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Sala de atendimento da Delegacia de Defesa da Criança, onde casos como este são registrados (Foto: Arquivo / Campo Grande News)
Por: Editorial | 25/06/2026 15:06
Uma menina de 4 anos revelou à tia que vinha sofrendo abuso sexual praticado por um primo de 14 anos. O caso veio a público nesta quinta-feira (25), em Jardim, município localizado na região sudoeste de Mato Grosso do Sul, após a criança ser conduzida a uma unidade básica de saúde devido a dores na região genital. A Polícia Civil instaurou inquérito para investigar o crime como estupro de vulnerável.
De acordo com o boletim de ocorrência, a confissão aconteceu durante o banho. Ao ser questionada sobre o desconforto, a menina relatou espontaneamente que o primo introduzia os dedos em sua vagina e também a agredia com tapas. Imediatamente após o relato, a tia procurou atendimento médico para a sobrinha.
No posto de saúde, a médica que atendeu a vítima acionou a Polícia Militar, o Conselho Tutelar e a Delegacia de Atendimento à Mulher. O exame clínico registrou alteração comportamental e lesão compatível com violência sexual, conforme consta no registro oficial.
A irmã da vítima, de 9 anos, também relatou à tia que já havia presenciado o adolescente retirando a roupa da menina quando a família estava em Porto Murtinho. Ela ainda afirmou que o mesmo parente teria tentado tocá-la, mas ela conseguiu impedir. Os depoimentos foram colhidos pelas autoridades e serão analisados durante a investigação.
A tia informou que a sobrinha viveu sob seus cuidados desde aproximadamente os 2 anos de idade, mas passou um período residindo com a mãe e outros familiares em Porto Murtinho. Em fevereiro deste ano, ela buscou as duas crianças e as trouxe de volta para Jardim após receber informações de que estariam em situação de abandono.
Desde então, a tia percebeu mudanças no comportamento da menina, que se tornou mais agressiva, retraída, emagreceu e reclamava ocasionalmente de dores na região íntima. Até a revelação, ela acreditava que os sintomas estivessem relacionados a outras condições de saúde.
Após o atendimento médico, a criança foi encaminhada, juntamente com a irmã, sob os cuidados dos profissionais responsáveis. O caso segue em apuração pela Polícia Civil.
A reportagem preserva a identidade das vítimas em cumprimento ao Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que proíbe a divulgação de informações capazes de identificar menores vítimas de violência. Com informações: Campo Grande News
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