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Michelle Bolsonaro enfrenta pressão interna e pode perder liderança do PL Mulher


Lideranças do Partido Liberal avaliam que vídeo da ex-primeira-dama agravou crise interna e ampliou tensões na articulação eleitoral.
Michelle Bolsonaro durante evento político ao lado de lideranças do PL (Foto: Reprodução) Por: Editorial | 25/06/2026 17:49

Uma ala significativa do Partido Liberal (PL), incluindo lideranças da sigla, passou a defender a saída de Michelle Bolsonaro da presidência do PL Mulher. A avaliação interna é de que ela deixou de cumprir um papel de unificação e passou a intensificar conflitos dentro do partido.

Segundo dirigentes da legenda, o desgaste se agravou após a divulgação de um vídeo publicado pela ex-primeira-dama, no qual ela afirmou ter sido “humilhada” e “maltratada” pelo enteado, o senador Flávio Bolsonaro.

Integrantes do partido avaliam que a manifestação teve impacto negativo no ambiente político interno e desviou o foco de outras pautas da legenda. Em conversas reservadas, uma liderança afirmou que a crise interna acabou ocupando espaço estratégico no noticiário político.

No mesmo contexto, dirigentes também passaram a questionar a possível candidatura de Michelle ao Senado pelo Distrito Federal, sob a justificativa de que o episódio teria exposto dificuldades de articulação política.

O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, tem buscado reduzir o desgaste e conter a crise. Publicamente, ele afirmou que a situação será resolvida e evitou ampliar o conflito envolvendo Michelle e familiares do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Nos bastidores, porém, dirigentes reconhecem que a relação entre a ex-primeira-dama e parte da cúpula do partido vive um dos momentos mais delicados do processo de articulação para as eleições de 2026.

Um dos pontos de tensão envolve a definição de candidaturas ao Senado no Ceará. Michelle defendia o nome da vereadora Priscila Costa, enquanto o partido fechou acordo para apoiar uma composição que inclui o deputado estadual Alcides Fernandes e articulações ligadas ao grupo político do ex-ministro Ciro Gomes.

A disputa também envolve nomes como a deputada Carol de Toni e a deputada Bia Kicis, citadas em diferentes articulações regionais do partido.

Apesar das pressões internas, dirigentes admitem que Michelle mantém influência relevante dentro da sigla e que sua atuação no comando do PL Mulher tem peso nas decisões eleitorais.

Até o momento, não houve posicionamento oficial sobre mudanças na presidência do segmento feminino do partido. Com informações: Bacci Noticia.

 

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