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Histórico de violência termina em tragédia: mulher é assassinada após retirar medida protetiva


Vítima de 37 anos foi encontrada com um ferimento causado por disparo de arma de fogo. Suspeito, que possui histórico de violência doméstica, está sendo procurado pela polícia.
Residência onde a vítima foi encontrada sem vida durante atendimento das equipes policiais em Guarantã do Norte (Foto: Reprodução/Polícia Civil de Mato Grosso). Por: Editorial | 26/06/2026 07:42

Uma mulher de 37 anos foi morta dentro da própria residência no município de Guarantã do Norte, em Mato Grosso, em um caso investigado como feminicídio pela Polícia Civil. O principal suspeito é o companheiro da vítima, de 33 anos, que deixou o local e permanece foragido.

Moradores da região acionaram as forças de segurança após ouvirem disparos de arma de fogo. Ao chegarem ao imóvel, os policiais encontraram a vítima já sem sinais vitais, apresentando um ferimento na cabeça compatível com disparo de arma de fogo. Durante os primeiros levantamentos, um cartucho de espingarda foi localizado próximo ao corpo. A equipe da Perícia Oficial e Identificação Técnica realizou os procedimentos necessários para a coleta de evidências.

Conforme informações obtidas durante a investigação, o relacionamento do casal era marcado por conflitos frequentes. O histórico de ocorrências por violência doméstica já era conhecido pelas autoridades. Os primeiros registros foram feitos em 2023, quando a mulher denunciou episódios de agressão.

Ao longo de 2024, novos boletins de ocorrência foram registrados, envolvendo acusações de lesão corporal, injúria e posse irregular de arma de fogo. Em julho de 2025, o suspeito chegou a ser preso em flagrante por violência doméstica, ocasião em que a Justiça concedeu medidas protetivas em favor da vítima.

Posteriormente, a própria mulher solicitou a revogação da medida protetiva, o que possibilitou a liberdade do investigado. Especialistas que atuam no enfrentamento à violência contra a mulher reforçam que esse tipo de violência costuma seguir um ciclo contínuo, tornando fundamental o apoio da rede de proteção e o acompanhamento das vítimas para reduzir os riscos de novos episódios.

A Polícia Civil segue com as diligências para localizar o suspeito e esclarecer completamente as circunstâncias do crime. Com informações: PCMT

 

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