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Áreas da região de La Guaira apresentam destruição significativa após os fortes terremotos que atingiram o norte da Venezuela. (Foto: Federico Parra/AFP)
Por: Editorial | 26/06/2026 09:02
A Venezuela enfrenta uma das maiores tragédias naturais de sua história recente após dois fortes terremotos atingirem a região norte do país. Com o avanço das operações de resgate, o governo venezuelano confirmou a elevação do número de vítimas, reforçando o cenário de destruição que atinge principalmente a capital Caracas e cidades vizinhas.
De acordo com o balanço oficial divulgado pelas autoridades, 589 pessoas perderam a vida e outras 2.980 ficaram feridas. O levantamento permanece provisório, uma vez que centenas de equipes seguem mobilizadas na busca por sobreviventes entre os escombros de edifícios que desabaram durante os tremores.
Os abalos sísmicos ocorreram em um intervalo inferior a um minuto, com magnitudes de 7,2 e 7,5. O epicentro foi registrado nas proximidades de El Guayabo, a cerca de 168 quilômetros de Caracas. A baixa profundidade dos tremores contribuiu para ampliar os impactos, provocando danos estruturais severos em áreas densamente povoadas.
Segundo informações oficiais, aproximadamente 250 edificações foram destruídas ou sofreram avarias significativas. Além disso, cerca de 200 pessoas ainda estariam presas sob os destroços, enquanto grupos organizados por moradores contabilizam milhares de desaparecidos, número que ainda depende de confirmação pelas autoridades.
O governo venezuelano decretou medidas emergenciais para as regiões mais afetadas, incluindo a intensificação da presença das forças de segurança no estado de La Guaira, um dos locais mais atingidos pelo desastre. Paralelamente, equipes especializadas de diversos países começaram a chegar para reforçar os trabalhos de busca, salvamento e assistência humanitária.
Organismos internacionais acompanham a situação e alertam que o total de vítimas poderá aumentar à medida que as operações avancem. Especialistas destacam que a combinação entre a elevada magnitude dos terremotos, a pouca profundidade dos abalos e a concentração populacional nas áreas atingidas explica a dimensão dos danos registrados. Com informações: g1.
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