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Desemprego atinge menor nível da série para o período e reforça aquecimento do mercado de trabalho


Levantamento do IBGE aponta taxa de 5,6% no trimestre encerrado em maio, com crescimento da população ocupada, redução da subutilização da mão de obra e aumento da renda média dos trabalhadores.
Carteira de trabalho simboliza o crescimento da ocupação e a menor taxa de desemprego para o período desde o início da série histórica do IBGE (Foto: Divulgação/ IA). Por: Editorial | 26/06/2026 13:27

O mercado de trabalho brasileiro registrou mais um resultado positivo. Dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que a taxa de desocupação ficou em 5,6% no trimestre encerrado em maio de 2026, o menor índice já registrado para esse período desde o início da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), iniciada em 2012.

O percentual permaneceu praticamente estável em relação ao trimestre anterior, quando o desemprego foi de 5,8%. Na comparação com o mesmo período de 2025, entretanto, houve redução de 0,6 ponto percentual, refletindo a continuidade da recuperação do mercado de trabalho brasileiro.

Segundo o levantamento, cerca de 6,1 milhões de pessoas estavam desempregadas no país, número semelhante ao observado no trimestre anterior, mas aproximadamente 624 mil pessoas inferior ao registrado um ano antes. Ao mesmo tempo, a população ocupada alcançou 102,7 milhões de trabalhadores, impulsionando o nível de ocupação para 58,6%.

Outro destaque da pesquisa foi a queda da taxa de subutilização da força de trabalho, que recuou para 13,3%, o menor patamar desde o início da série histórica. O indicador considera pessoas desempregadas, trabalhadores que atuam menos horas do que gostariam e aqueles que estão disponíveis para trabalhar, mas enfrentam dificuldades para conseguir uma vaga.

O número de pessoas em situação de desalento também apresentou redução. O contingente caiu para 2,4 milhões de brasileiros, refletindo a diminuição de trabalhadores que desistiram de procurar emprego por acreditarem que não conseguiriam uma oportunidade.

Em relação aos vínculos empregatícios, o levantamento aponta estabilidade tanto entre trabalhadores com carteira assinada quanto entre os empregados sem registro formal. A taxa de informalidade permaneceu em 37,3% da população ocupada, indicando que mais de um terço dos trabalhadores ainda exerce atividades sem vínculo formal.

A pesquisa também revelou avanço na renda dos brasileiros. O rendimento médio real habitual foi estimado em R$ 3.726, mantendo estabilidade frente ao trimestre anterior, mas registrando crescimento de aproximadamente 4% em relação ao mesmo período do ano passado. Já a massa total de rendimentos alcançou R$ 377,7 bilhões, demonstrando a expansão da renda gerada pelo mercado de trabalho.

Para o IBGE, os resultados reforçam um cenário de fortalecimento gradual da atividade econômica, com maior capacidade de absorção da mão de obra e redução dos indicadores de vulnerabilidade no mercado de trabalho. Com informações: g1

 

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