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Família cobra esclarecimentos após adolescente morrer um dia depois de atendimento em UPA


Laudo aponta torção intestinal e choque circulatório como causas da morte de jovem de 15 anos; familiares questionam a conduta médica e o atendimento prestado durante a emergência.
Caio Vinicius de Oliveira morreu um dia após receber atendimento em unidade de pronto atendimento de São Carlos (Foto: arquivo pessoal). Por: Editorial | 26/06/2026 13:34

A morte do adolescente Caio Vinicius de Oliveira, de 15 anos, reacendeu o debate sobre a qualidade do atendimento em serviços públicos de urgência. O jovem faleceu um dia após receber atendimento e ser liberado da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da Vila Prado, em São Carlos (SP). A família afirma que o adolescente não passou por exames durante a consulta e agora pede esclarecimentos sobre os procedimentos adotados.

Segundo relatos da mãe, Beatris Regina de Lima, o filho começou a apresentar fortes dores abdominais e episódios de vômito na madrugada de quarta-feira (24). Diante do quadro, ele foi levado até a unidade de saúde, onde recebeu medicação e permaneceu em observação por algumas horas antes de receber alta médica.

A mãe afirma que o adolescente continuava sentindo dores intensas e que retornou ao consultório para informar que os sintomas persistiam. Após uma nova medicação, a família foi orientada a retornar para casa, sem a realização de exames complementares, o que motivou os questionamentos sobre a avaliação clínica realizada.

Nas horas seguintes, o estado de saúde do jovem piorou. Durante a madrugada de quinta-feira (25), ele voltou a apresentar fortes dores, relatou desconforto no peito e perdeu a consciência dentro de casa. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado, mas, apesar das tentativas de reanimação realizadas pelas equipes, o adolescente não resistiu.

O laudo emitido pelo Serviço de Verificação de Óbitos concluiu que a morte foi provocada por choque circulatório decorrente de uma torção da alça intestinal, condição considerada grave e que pode evoluir rapidamente quando não tratada.

A família também questiona o atendimento prestado pelo Samu, alegando demora no início da assistência durante a ocorrência. Um boletim de ocorrência foi registrado para que os fatos sejam apurados pelas autoridades competentes.

Em nota oficial, a Prefeitura de São Carlos informou que, durante o atendimento na UPA, o paciente apresentava dor na região superior do abdômen e episódios de vômito, mas não possuía sinais clínicos considerados de gravidade. A administração municipal afirmou que o adolescente recebeu medicamentos, permaneceu em observação, foi reavaliado pela equipe médica e recebeu alta após apresentar melhora do quadro clínico.

Sobre o atendimento do Samu, a prefeitura informou que a primeira ambulância chegou ao local poucos minutos após o acionamento e que, posteriormente, uma Unidade de Suporte Avançado também foi enviada para reforçar o atendimento. O caso segue sob apuração. Com informações: g1

 

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