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Equipes de resgate e voluntários continuam as buscas entre os escombros em La Guaira, uma das regiões mais atingidas pelos terremotos que devastaram a Venezuela. (Foto: Miguel Medina/Pool/AFP)
Por: Editorial | 30/06/2026 14:43
As autoridades da Venezuela atualizaram, nesta terça-feira (30), o balanço oficial das vítimas dos terremotos que atingiram o país na última semana. Segundo o governo, o número de mortos chegou a 1.943, enquanto a quantidade de feridos subiu para 10.571. Além disso, 6.461 pessoas foram resgatadas com vida dos escombros desde o início das operações de emergência.
Os dados foram divulgados pelo presidente do Parlamento venezuelano, Jorge Rodríguez, durante coletiva realizada no sexto dia consecutivo de buscas por sobreviventes nas áreas mais afetadas pelos tremores.
Apesar do trabalho contínuo das equipes de resgate, a Organização das Nações Unidas (ONU) estima que aproximadamente 50 mil pessoas ainda estejam desaparecidas. Especialistas alertam que as possibilidades de localizar sobreviventes diminuem significativamente com o passar dos dias, tornando as primeiras 72 horas após um desastre desse porte o período mais decisivo para os resgates.
Os dois terremotos ocorreram na noite de 24 de junho e atingiram principalmente a região norte da Venezuela, provocando destruição em Caracas, La Guaira, Maiquetía e municípios vizinhos. Considerados os sismos mais intensos registrados no país em mais de um século, os abalos causaram o desabamento de edifícios, interrupção de serviços essenciais e deixaram milhares de famílias desabrigadas.
Segundo a Organização Internacional para as Migrações (OIM), mais de seis milhões de pessoas podem ter sido impactadas direta ou indiretamente pela tragédia. Enquanto isso, equipes de resgate nacionais e internacionais continuam atuando sob condições adversas, enfrentando altas temperaturas e grandes volumes de destroços na tentativa de localizar vítimas.
Nos últimos dias, novos tremores de menor intensidade também foram registrados na região, mantendo o estado de alerta entre moradores e autoridades. As avaliações sobre os danos estruturais e as necessidades humanitárias seguem em andamento. Com informações: g1.
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