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Polícia Federal apreende R$ 450 mil escondidos durante operação contra esquema de lavagem de dinheiro na Saúde


Segunda fase da Operação Anáfora cumpre mandados no Rio de Janeiro e investiga suposto esquema de desvio de recursos públicos destinados à saúde.
Dinheiro em espécie apreendido pela Polícia Federal durante a segunda fase da Operação Anáfora, que investiga suposto esquema de lavagem de recursos públicos destinados à área da Saúde. (Foto: Divulgação/Polícia Federal) Por: Editorial | 30/06/2026 15:09

A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta terça-feira (30), a segunda fase da Operação Anáfora, que investiga um suposto esquema de lavagem de dinheiro relacionado ao desvio de recursos públicos destinados à área da Saúde. Durante o cumprimento de mandados, os agentes localizaram R$ 450 mil em dinheiro escondidos sob um sofá em um imóvel ligado ao principal investigado, no distrito de Xerém, em Duque de Caxias, no Rio de Janeiro.

Ao todo, foram cumpridos 14 mandados de busca e apreensão. Dez deles foram autorizados pela 6ª Vara Federal Criminal e outros quatro pelo Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2), devido ao envolvimento de investigados com foro por prerrogativa de função. As diligências ocorreram em endereços localizados no Rio de Janeiro, Niterói e Duque de Caxias.

Segundo a Polícia Federal, as investigações avançaram após a primeira fase da operação, realizada em 2022. Os investigadores apontam indícios de ocultação de patrimônio por meio de terceiros, movimentações financeiras incompatíveis com a renda declarada e negociações envolvendo imóveis, práticas que podem caracterizar lavagem de dinheiro.

De acordo com a corporação, os investigados poderão responder, conforme o grau de participação de cada um, pelos crimes de organização criminosa, fraude em licitação e lavagem de dinheiro, além de outros delitos que possam ser identificados ao longo das investigações.

A primeira fase da Operação Anáfora apurou supostas irregularidades na contratação de uma cooperativa pela Secretaria Municipal de Saúde de Duque de Caxias. Conforme a investigação, os contratos e aditivos firmados ultrapassaram R$ 563 milhões, e há suspeitas de favorecimento em processos licitatórios com recursos públicos destinados ao setor.

Em nota, o ex-prefeito de Duque de Caxias e presidente estadual do MDB, Washington Reis, afirmou que não é alvo da segunda fase da operação. Ele declarou ainda que as empresas investigadas não lhe pertencem, negou qualquer participação nas atividades apuradas e informou que continua colaborando com as investigações. Com informações: Policia Federal.

 

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