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Tabletes de cocaína foram encontrados escondidos em sacos de materiais recicláveis durante ação da Guarda Civil Metropolitana em Campo Grande. (Foto: Divulgação/GCM)
Por: Editorial | 02/07/2026 08:10
Uma mulher de 68 anos foi presa em flagrante na madrugada desta quarta-feira (2), após equipes da Guarda Civil Metropolitana (GCM) encontrarem aproximadamente 60 quilos de cocaína escondidos no quintal da residência onde ela mora, no Loteamento Alto da Boa Vista, região do Jardim Parati, em Campo Grande.
Os guardas chegaram ao imóvel para averiguar uma denúncia de violência doméstica e possível cárcere privado. Segundo o boletim de ocorrência, a equipe do Grupamento Especializado de Motopatrulhamento tentou contato no endereço por diversas vezes, mas não obteve resposta. Vizinhos relataram ter ouvido uma discussão horas antes e uma amiga da moradora informou que também não conseguia contato com ela.
Diante da situação, os agentes providenciaram uma escada para acessar o imóvel. No momento em que iniciavam a entrada, a proprietária apareceu e autorizou a vistoria na residência. Durante a inspeção, os policiais localizaram o irmão da mulher dormindo em um dos quartos. Conforme o registro, não foram constatados indícios de violência ou de cárcere privado.
No quintal, a equipe identificou vários sacos contendo materiais recicláveis. Um dos volumes apresentava odor incomum, o que motivou a autorização da moradora para a verificação do conteúdo. No interior dos sacos foram encontrados 63 tabletes de cocaína, que totalizaram cerca de 60 quilos da droga.
Ainda durante as buscas, foi localizado no quarto utilizado por um dos filhos da idosa um documento de identidade pertencente a outro homem. O material também foi apreendido para investigação.
Questionada pelos agentes, a mulher informou que os sacos pertenciam ao filho, de 45 anos, que trabalha com reciclagem, e afirmou que apenas ele e um amigo manipulavam os materiais armazenados no quintal. Como o suspeito não foi encontrado, ela recebeu voz de prisão e foi encaminhada para a Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac Cepol).
O delegado responsável ratificou a prisão em flagrante e não arbitrou fiança. Em depoimento, a idosa declarou que estava assistindo à transmissão de um culto religioso no quarto, com o ventilador ligado, e por isso não ouviu os chamados feitos pelos guardas. Ela deverá passar por audiência de custódia. Com informações: GCM
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