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Lesões identificadas durante atendimento médico levaram à prisão em flagrante do padrasto e ao início das investigações sobre o caso de violência contra uma criança de 5 anos em Campo Grande. (Foto: Direto das Ruas)
Por: Editorial | 03/07/2026 07:36
Um homem de 27 anos foi preso em flagrante na madrugada desta sexta-feira (3), em Campo Grande, suspeito de agredir o enteado, de apenas 5 anos. A criança deu entrada no Centro Regional de Saúde (CRS) do Bairro Tiradentes apresentando diversas lesões pelo corpo, o que levou a equipe médica a acionar a Polícia Militar e o Conselho Tutelar.
Segundo o registro da ocorrência, o menino foi levado à unidade de saúde pela bisavó, que percebeu os ferimentos ao buscá-lo na residência da mãe, localizada no Bairro Estrela Park. Durante o atendimento, os profissionais de saúde identificaram lesões compatíveis com agressão física, e a criança foi posteriormente encaminhada para a Santa Casa, onde permaneceu sob cuidados médicos.
Após ser localizado pelos policiais, o suspeito admitiu ter agredido o menino utilizando um galho de árvore. Em depoimento, afirmou que teria agido após um pedido da companheira para disciplinar a criança, alegando que o menino havia ingerido comprimidos e apresentava comportamento considerado desobediente.
Ainda conforme o relato prestado à polícia, a mãe da criança teria presenciado as agressões. Diante das informações reunidas durante a investigação inicial, a autoridade policial determinou a inclusão dela como suspeita no inquérito, por possível omissão diante dos fatos. Como a mulher permaneceu em casa cuidando de um bebê recém-nascido, ela não foi conduzida à delegacia no momento da ocorrência.
O homem foi encaminhado à Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac) Cepol, onde permaneceu à disposição da Justiça. Também foi solicitada medida protetiva de urgência em favor da criança, considerando que vítima e investigados residiam no mesmo endereço.
O relatório médico anexado ao procedimento policial aponta que o menino apresentava múltiplas lesões compatíveis com trauma provocado por objeto contundente. O exame de corpo de delito deverá complementar a investigação assim que houver condições clínicas para sua realização.
O caso segue sob investigação das autoridades competentes, com acompanhamento dos órgãos responsáveis pela proteção da criança. Com informações: Campo Grande News
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