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Pesquisadora alemã Lydia Theresia Möcklinghoff era reconhecida internacionalmente pelos estudos sobre o Pantanal e pela atuação em projetos de conservação da fauna silvestre brasileira. (Foto: Reprodução/Redes Sociais)
Por: Editorial | 03/07/2026 13:37
A pesquisadora e jornalista alemã Lydia Theresia Möcklinghoff morreu na manhã desta sexta-feira (3) após o avião de pequeno porte em que viajava cair nas proximidades do Aeroporto Santa Maria, em Campo Grande. Aos 45 anos, ela era reconhecida internacionalmente pelo trabalho voltado à conservação da biodiversidade do Pantanal, especialmente pelas pesquisas desenvolvidas com o tamanduá-bandeira.
Lydia nasceu na cidade de Wilhelmshaven, no noroeste da Alemanha, e iniciou sua formação em Biologia em 2003. Dois anos depois, passou a se dedicar aos estudos em Ecologia Tropical, desenvolvendo pesquisas que a aproximaram do Brasil. Seu doutorado teve como foco o Pantanal e contou com vínculo acadêmico junto à Universidade do Estado de Mato Grosso.
(Foto: Reprodução/Redes Sociais)
Ao longo da carreira, construiu uma trajetória marcada pela produção científica e pela divulgação do conhecimento sobre a fauna silvestre. Além das pesquisas de campo, atuou como jornalista, escritora e apresentadora de conteúdos voltados à natureza. Produziu o podcast "Tierisch!" ("Animal!", em tradução livre), colaborou com a revista GEO e participou de programas de rádio e televisão na Alemanha abordando temas relacionados à biodiversidade e à conservação ambiental.
Entre suas publicações estão os livros Ich glaub mein Puma pfeift ("Acho que minha puma está assobiando") e Die Supernasen ("Os Super Narizes"), obras dedicadas à comunicação científica e à conscientização sobre a preservação das espécies.
Grande parte de suas pesquisas foi realizada no Pantanal de Mato Grosso do Sul e Mato Grosso, onde passou longos períodos estudando o comportamento do tamanduá-bandeira e de outros mamíferos silvestres. Também participou de expedições científicas na Amazônia e em florestas tropicais do Panamá.
No Estado, Lydia mantinha parceria com o Instituto de Conservação de Animais Silvestres (Icas). Em nota, a instituição destacou a importância de sua contribuição para a produção de materiais de divulgação científica e para a valorização da conservação do Pantanal. O presidente do instituto, Arnaud Desbiez, afirmou que a pesquisadora deixou um legado significativo para a proteção da biodiversidade brasileira e para a difusão do conhecimento sobre a fauna silvestre.
Em seus trabalhos, Lydia defendia a necessidade de preservar o Pantanal diante do avanço das atividades humanas e alertava para os impactos causados pela perda de habitat e pelos atropelamentos de animais silvestres. Em uma visita ao Centro de Reabilitação de Animais Silvestres (Cras), em Campo Grande, registrou a importância do atendimento prestado a filhotes de tamanduás resgatados após acidentes em rodovias.
Lydia estava a bordo da aeronave que seguia para o Pantanal quando ocorreu o acidente. O piloto Henrique Martin também morreu no local. As circunstâncias da queda serão investigadas pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa). Com informações: Mídiamax
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