| Hoje é Sábado, 18 de Julho de 2026.

Dourados confirma mais duas mortes por chikungunya e Mato Grosso do Sul lidera óbitos no Brasil


Novas vítimas eram idosos com doenças preexistentes; município segue em situação de emergência por causa da epidemia.
Mato Grosso do Sul concentra o maior número de mortes por chikungunya no Brasil em 2026, enquanto Dourados permanece como o principal foco da epidemia no Estado. (Foto: Reprodução/Pixabay) Por: Editorial | 03/07/2026 13:49

Dourados confirmou nesta sexta-feira (3) mais duas mortes provocadas pela chikungunya, elevando para 17 o número de vítimas fatais da doença no município em 2026. Com os novos registros, Mato Grosso do Sul soma 26 óbitos confirmados e passa a concentrar cerca de 61% das mortes notificadas em todo o país neste ano.

Segundo o boletim epidemiológico divulgado pelas autoridades de saúde, as vítimas mais recentes são uma mulher de 74 anos, portadora de doença renal crônica e hipertensão arterial, e um homem de 71 anos que apresentava diabetes. Os dois morreram em maio após complicações causadas pela infecção.

O Centro de Operações de Emergências em Saúde Pública (COE) também acompanha a investigação da morte de um homem indígena de 43 anos, que não possuía registro de comorbidades. Além disso, 13 pacientes permanecem internados, sendo a maioria no Hospital Universitário da Universidade Federal da Grande Dourados (HU-UFGD) e outros no Hospital Cassems.

Os números de 2026 já superam o total de mortes registradas na última década em Mato Grosso do Sul. Entre 2016 e 2025, o Estado contabilizou 24 óbitos relacionados à doença. Apenas neste ano, esse número chegou a 26, mesmo com uma quantidade de casos inferior ao acumulado do período anterior.

Dourados permanece como o principal foco da epidemia no Estado. O município registra 5.294 casos prováveis, dos quais 4.822 já foram confirmados, além de centenas de notificações ainda em investigação. Na Reserva Indígena, mais de dois mil casos confirmados foram contabilizados, e 11 das 17 mortes registradas ocorreram entre indígenas.

Entre as vítimas da doença estão três bebês, uma criança de 12 anos e adultos com idades entre 19 e 82 anos, evidenciando que a infecção pode provocar complicações graves em diferentes faixas etárias.

Mesmo com a redução no ritmo de novos registros, a taxa de positividade dos exames continua elevada. De acordo com a Prefeitura de Dourados, aproximadamente metade das pessoas testadas apresenta resultado positivo para chikungunya, cenário que motivou a prorrogação do decreto de situação de emergência em saúde pública por mais três meses.

Especialistas alertam que a chikungunya pode deixar sequelas prolongadas, principalmente dores intensas nas articulações, que em muitos pacientes persistem por meses ou até anos. Além disso, a doença pode provocar complicações neurológicas, cardiovasculares, renais e inflamatórias, aumentando o risco de hospitalizações e óbitos, especialmente entre pessoas com doenças preexistentes.

A Secretaria de Saúde reforça a importância da eliminação de criadouros do mosquito Aedes aegypti, transmissor da chikungunya, dengue e zika, além de orientar que pessoas com sintomas como febre alta e dores intensas nas articulações procurem atendimento médico o mais rápido possível. Com informações: Mídiamax

 

Divulgue sua marca conosco!
Sua empresa quer mais visibilidade e alcance de público? Entre em contato e anuncie conosco.

WhatsApp: (67) 2102-1069

Leve sua marca mais longe e conquiste novos clientes!




Diário do Interior MS
NAVIRAÍ MS
CNPJ: 30.035.215/0001-09
E-MAIL: diariodointeriorms1@gmail.com
Siga-nos nas redes Sociais: