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Policiais realizaram a prisão do suspeito em uma propriedade rural de Bodoquena durante cumprimento de mandado judicial. (Foto: Divulgação)
Por: Editorial | 03/07/2026 13:56
Um capataz de 42 anos foi preso nesta quinta-feira (2) em uma propriedade rural de Bodoquena, a aproximadamente 270 quilômetros de Campo Grande, após denúncias de violência doméstica, tortura e cárcere privado contra a companheira, de 39 anos, e a enteada, de 12 anos.
De acordo com as informações divulgadas pelas autoridades, a prisão ocorreu durante o cumprimento de um mandado decorrente de condenação pelos crimes de posse e porte irregular de arma de fogo. Durante a abordagem, policiais perceberam que a adolescente apresentava um ferimento na região do pescoço.
Mãe e filha foram ouvidas separadamente e relataram que a lesão teria sido causada pelo suspeito com uma faca de serra. Conforme os depoimentos, os episódios de violência eram frequentes e envolviam agressões físicas, ameaças e intimidação psicológica.
Segundo os relatos prestados às autoridades, na última segunda-feira (29), o homem teria agredido as duas vítimas e provocado o ferimento na adolescente. Elas também afirmaram que, em outras ocasiões, sofreram atos de extrema violência, incluindo enforcamentos, amarrações e constantes ameaças.
A mulher declarou ainda que vivia em situação de isolamento, sem contato com familiares. Segundo seu relato, o companheiro teria destruído os aparelhos celulares dela e da filha, além de impedir visitas aos demais filhos, fruto de um relacionamento anterior. Ela informou que dependia financeiramente do investigado e residia com ele na fazenda, onde realizava apenas atividades domésticas.
Após a prisão, mãe e filha manifestaram interesse em representar criminalmente contra o suspeito e solicitaram medidas protetivas de urgência. Ambas afirmaram sentir receio de novas agressões.
As vítimas e o investigado foram encaminhados à Delegacia de Polícia Civil. Exames de corpo de delito constataram lesão leve no pescoço da adolescente. A mulher e o suspeito, conforme informado pelas autoridades, não apresentavam lesões aparentes no momento do atendimento.
O caso segue sob investigação da Polícia Civil, que irá apurar todas as circunstâncias dos fatos e as denúncias apresentadas pelas vítimas. Com informações: CG News.
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