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Brasil reforça controle sanitário para manter exportações de carne ao mercado europeu


Novas exigências sobre o uso de antimicrobianos buscam atender normas da União Europeia e evitar restrições às exportações brasileiras previstas para setembro.
Governo brasileiro adota novas medidas sanitárias para garantir a continuidade das exportações de carne ao mercado europeu. (Foto: Arquivo/Campo Grande News) Por: Editorial | 04/07/2026 07:20

O Governo Federal anunciou novas medidas para adequar o sistema brasileiro de controle sanitário às exigências da União Europeia, com o objetivo de preservar as exportações de carnes e produtos de origem animal para o mercado europeu. As mudanças foram estabelecidas pelo Ministério da Agricultura e entram em vigor para os estabelecimentos habilitados a comercializar produtos com os países do bloco.

A atualização das normas determina que frigoríficos e demais empresas exportadoras adotem mecanismos de controle auditáveis, capazes de comprovar o cumprimento das regras internacionais relacionadas ao uso de antimicrobianos na produção animal. Entre as exigências estão a rastreabilidade completa das matérias-primas, dos animais utilizados e dos produtos destinados à exportação, além da manutenção de documentos que comprovem a origem dos insumos empregados no processo produtivo.

As adequações também serão aplicadas às exportações destinadas ao Reino Unido, seguindo padrões semelhantes aos exigidos pela legislação europeia. A iniciativa busca garantir maior transparência e segurança sanitária em toda a cadeia produtiva.

A preocupação do governo ocorre após a União Europeia divulgar, em maio, uma lista de países autorizados a exportar carnes e outros produtos de origem animal ao bloco, sem a inclusão do Brasil. A decisão está relacionada às regras que proíbem a utilização de antimicrobianos para estimular o crescimento ou aumentar a produtividade dos animais destinados à alimentação.

Caso os requisitos não sejam integralmente atendidos, o Brasil poderá enfrentar restrições para exportar animais vivos destinados à produção de alimentos, além de carnes bovinas, aves, equinos, ovos, mel, produtos aquícolas e outros derivados a partir de 3 de setembro.

O mercado europeu representa um dos principais destinos para produtos brasileiros de maior valor agregado. Em 2025, as exportações de carne de frango para a União Europeia movimentaram aproximadamente US$ 800 milhões, enquanto as vendas de carne bovina ultrapassaram US$ 1 bilhão, reforçando a importância econômica da manutenção desse mercado para o agronegócio nacional. Com informações: Campo Grande News

 

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