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Veterinária deixou a prisão após decisão judicial que substituiu a preventiva por medidas cautelares, incluindo monitoramento eletrônico. (Foto: Reprodução/TJMS)
Por: Editorial | 04/07/2026 09:30
A Justiça de Mato Grosso do Sul concedeu liberdade provisória à médica veterinária investigada por incendiar o marido durante uma discussão ocorrida em Campo Grande. A decisão foi proferida nesta sexta-feira (3) pela 1ª Vara do Tribunal do Júri, que substituiu a prisão preventiva por medidas cautelares, entre elas o uso de tornozeleira eletrônica.
O caso ocorreu no dia 22 de junho, quando uma discussão entre o casal terminou com o homem sofrendo queimaduras graves. Conforme as investigações, a mulher teria lançado álcool sobre objetos e também sobre o companheiro. Em seguida, as chamas atingiram a vítima, que foi socorrida e permanece em tratamento médico.
A defesa apresentou novos elementos ao processo, entre eles um vídeo gravado pela própria vítima durante a internação. Nas imagens, o homem afirma que a esposa não teve a intenção de provocar sua morte e relata que o episódio ocorreu durante uma discussão motivada por questões pessoais. Segundo o depoimento, após o início do incêndio, a investigada tentou apagar as chamas e prestou socorro imediatamente.
O relato foi parcialmente confirmado pela filha mais velha do casal. Em depoimento, ela informou que encontrou o pai tentando apagar o fogo no quintal da residência e auxiliou no resgate, enquanto a mãe providenciou o transporte até a unidade hospitalar.
Ao analisar o pedido de revogação da prisão preventiva, o magistrado considerou que a atuação da investigada no socorro à vítima pode ser um elemento relevante para a continuidade da instrução processual. Também foram levados em conta fatores como a ausência de antecedentes criminais, residência fixa, atividade profissional e o fato de ser mãe de uma criança menor de 12 anos.
Com a nova decisão, a veterinária deverá permanecer sob monitoramento eletrônico por 90 dias, além de cumprir outras determinações judiciais, como comparecimento periódico ao fórum para informar suas atividades e manter os dados de endereço atualizados.
O processo continua em andamento e a Polícia Civil prossegue com as investigações para esclarecer todas as circunstâncias do caso. Com informações: TJMS
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