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Eliminação de criadouros do mosquito transmissor continua sendo a principal medida para reduzir os casos de chikungunya em Dourados. (Foto: Clara Medeiros/Dourados News)
Por: Editorial | 07/07/2026 13:12
Após quatro semanas consecutivas de redução, Dourados voltou a registrar aumento nas notificações de casos suspeitos de chikungunya. Os dados constam no Boletim Epidemiológico divulgado nesta terça-feira (7) pela Prefeitura, com base nas informações do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan).
Durante a 26ª Semana Epidemiológica, compreendida entre os dias 27 de junho e 4 de julho, foram contabilizadas 113 notificações da doença. O número supera os 85 registros da semana anterior e interrompe a sequência de queda observada desde o início de junho, quando haviam sido notificadas 272 suspeitas.
Apesar da elevação nas notificações, o cenário permanece distante do período mais crítico da epidemia, quando o município chegou a registrar aproximadamente mil casos suspeitos por semana.
O boletim também mostra que os casos confirmados continuam em queda. Na semana mais recente não houve confirmação de novos diagnósticos, enquanto no período anterior haviam sido registrados três casos positivos.
Desde o início da epidemia, Dourados contabiliza 10 mil notificações da doença. Desse total, cerca de 4,8 mil casos foram confirmados, aproximadamente 4,5 mil foram descartados e outros 620 permanecem em investigação, aguardando resultado de exames laboratoriais.
Com os dados consolidados até o momento, a taxa de positividade é de 51,13%, indicando que mais da metade das notificações analisadas resultaram em confirmação da doença.
A faixa etária mais atingida continua sendo a de adultos entre 20 e 29 anos, com 897 casos confirmados. Em seguida aparecem os grupos de 30 a 39 anos, com 683 registros, e de 40 a 49 anos, que somam 609 confirmações.
Nas comunidades indígenas, a redução dos casos permanece consistente desde abril. Enquanto a 14ª Semana Epidemiológica registrou 367 notificações, a 26ª contabilizou apenas um caso suspeito. Além disso, há pelo menos três semanas não são confirmados novos casos nas aldeias Jaguapiru e Bororó.
Mesmo com a melhora dos indicadores, as aldeias concentram o maior número de mortes relacionadas à doença no município. Dos 17 óbitos registrados até agora, 11 ocorreram entre moradores indígenas. Também segue em investigação a morte de um indígena de 43 anos, ocorrida em 26 de junho, após suspeita de infecção por chikungunya.
As autoridades de saúde reforçam a importância de manter as medidas de prevenção, especialmente a eliminação de criadouros do mosquito Aedes aegypti, transmissor da doença, mesmo durante os períodos de temperaturas mais baixas. Com informações: Dourados News
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