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Ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, determinou que o senador Flávio Bolsonaro preste depoimento à Polícia Federal em investigação sobre publicação envolvendo o presidente Lula (Foto: Reprodução)
Por: Editorial | 07/07/2026 17:41
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) seja ouvido pela Polícia Federal (PF) em uma investigação que apura uma possível prática de calúnia contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
A decisão estabelece que o depoimento do parlamentar seja realizado no prazo de até 10 dias. A determinação ocorreu após manifestação favorável da Procuradoria-Geral da República (PGR), que avaliou a necessidade de ouvir o senador sobre uma publicação feita por ele em uma rede social no início de janeiro de 2026.
Na postagem, Flávio Bolsonaro associou imagens de Lula ao ex-presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e fez afirmações relacionando o presidente brasileiro a acusações envolvendo crimes como tráfico de drogas, lavagem de dinheiro, apoio a grupos criminosos e irregularidades eleitorais.
Segundo a Polícia Federal, a publicação teria atribuído falsamente crimes ao presidente da República. A corporação informou ao STF que houve uma possível imputação indevida de condutas criminosas contra Lula, o que motivou a abertura da investigação.
A apuração foi iniciada em abril de 2026, após pedido da própria Polícia Federal, com parecer favorável da Procuradoria-Geral da República. Na ocasião, Alexandre de Moraes autorizou a abertura do procedimento para verificar se houve crime na manifestação publicada pelo senador.
Após a conclusão das primeiras diligências, a Polícia Federal encaminhou um relatório ao Supremo Tribunal Federal solicitando a adoção das medidas consideradas necessárias para o andamento do caso. O documento foi enviado posteriormente à PGR, que defendeu a realização do depoimento de Flávio Bolsonaro.
A investigação tem como objetivo esclarecer o contexto e o conteúdo da publicação, além de verificar se as declarações feitas pelo senador configuram crime previsto na legislação brasileira.
Em sua manifestação, a PF apontou que a associação feita na postagem entre Lula e Nicolás Maduro poderia transmitir a interpretação de que o presidente brasileiro estaria envolvido em práticas criminosas relacionadas às acusações mencionadas no texto publicado.
A defesa de Flávio Bolsonaro ainda poderá apresentar seus argumentos durante o andamento da investigação. O depoimento à Polícia Federal será uma das etapas para coleta de informações antes da análise das próximas medidas que poderão ser adotadas pelas autoridades responsáveis pelo caso.
O senador Flávio Bolsonaro é integrante do Partido Liberal (PL) e atualmente exerce mandato no Senado Federal pelo estado do Rio de Janeiro. O parlamentar também é um dos nomes ligados ao grupo político do ex-presidente Jair Bolsonaro.
O caso ocorre em meio ao ambiente político nacional marcado por disputas e debates entre diferentes grupos. A investigação conduzida pelo STF segue os procedimentos previstos para apuração de possíveis crimes cometidos por autoridades com foro de competência da Corte. Com informações: g1.
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