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Polícia Federal cumpriu mandado de busca na residência do ex-presidente Jair Bolsonaro, em Brasília, durante investigação sobre armamentos registrados em seu nome. (Foto: Wilton Junior/Estadão Conteúdo)
Por: Editorial | 08/07/2026 15:23
A Polícia Federal cumpriu, na manhã desta quarta-feira (8), um mandado de busca e apreensão na residência do ex-presidente Jair Bolsonaro, em Brasília. A operação teve como objetivo localizar armas de fogo, munições, acessórios e documentos de registro relacionados a armamentos que estariam vinculados ao ex-chefe do Executivo.
Segundo a defesa de Bolsonaro, nenhum armamento foi encontrado durante as buscas. A informação também foi confirmada pela Polícia Federal, que informou não ter localizado armas no imóvel, sem divulgar outros detalhes da operação.
A medida foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), após informações apontarem divergências entre o número de armas registradas em nome de Bolsonaro e aquelas que, oficialmente, haviam sido entregues às autoridades.
Na decisão, o magistrado afirmou que a existência de possíveis armamentos ainda vinculados ao ex-presidente justificava a realização da diligência para assegurar o cumprimento integral da determinação judicial de entrega das armas.
De acordo com a Polícia Federal, a operação foi realizada na residência localizada no bairro Jardim Botânico, em Brasília, e durou cerca de uma hora. Posteriormente, documentos encaminhados ao STF registraram que a ação foi concluída sem a localização de qualquer armamento.
Bolsonaro cumpre atualmente pena em regime de prisão domiciliar humanitária, concedida para tratamento de saúde e posteriormente prorrogada por decisão do Supremo Tribunal Federal.
Na semana passada, Alexandre de Moraes também determinou a revogação do registro de Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador (CAC) do ex-presidente, além da apreensão de todas as armas de fogo vinculadas ao seu nome.
Segundo a defesa, parte dos armamentos mencionados na decisão judicial já havia sido entregue à Polícia Federal em 2023, enquanto outras armas estariam sob guarda do Exército. No entanto, informações encaminhadas posteriormente ao STF indicaram divergências sobre a localização de alguns desses equipamentos, fato que motivou a nova diligência.
As investigações seguem em andamento para esclarecer o paradeiro dos armamentos registrados e verificar o cumprimento das determinações judiciais. Com informações: g1
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